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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O GLOSSÁRIO DO VINHO

Ufa! Achei um dicionário para matar minha curiosidade sobre algumas palavras encontradas nos rótulos, ou comentários de enófilos, sommeliers, enólogos,ou seja, dos amantes e estudiosos dos vinhos.

O GLOSSÁRIO DO VINHO:

A

Acidez - Essencial para a longevidade e o equilíbrio de todos os vinhos. Contribui para a sensação de frescor na boca.

Acidez volátil – Componente presente no vinho. Em níveis baixos, passa despercebida; quando alta é considerada um defeito, dando um traço avinagrado.

Ácido lático – Produto de fermentação malolática. Torna os vinhos mais macios.

Ácido Tartárico – Principal ácido do vinho. Pode formar cristais inofensivos na garrafa ou na rolha, principalmente em vinhos brancos mantidos a baixa temperatura.

Açúcar residual – Quantidade que sobra após a fermentação terminar de forma natural ou provocada, como no vinho do porto. Expressa em gramas por litro.

Adstringência – Sensação de boca seca ou “amarrada” causada por excesso de taminos e alta acidez em vinhos tintos. É um fenômeno que causa a contração das mucosas.

Aeração – Exposição do vinho ao ar ambiente. O mesmo que deixa o vinho “respirar”. Boa para vinhos jovens e tânicos pode prejudicar os vinhos antigos.

Afinamento – Técnica para clarificação dos vinhos usando bentônica, gelatina ou clara de ovo. São agentes que aglutinam as partículas em suspensão, sedimentando-as.

Agressivo – Com excesso de acidez e adstringência. Em geral, são vinhos jovens.

Álcool – No vinho, é o etanol ou álcool etílico, um composto químico formado pela ação de leveduras no açúcar das uvas durante a fermentação. Essencial para o sabor e o corpo do vinho.

Ampelografia – Ciência que estuda as vinhas de diferentes espécies e variedades das cepas.

Anidrido sulforoso – Usado no vinho como anti-séptico, antioxidante e conservante. Inibe a formação de microorganismos prejudiciais ao vinho e favorece a longevidade.

Antocianos – Composto fenólicos responsáveis pela cor vermelha e púrpura dos vinhos jovens.

Appellation – O nome que designa oficialmente a área geográfica onde o vinho é produzido.

Aroma primário – Sensação olfativa que lembra as uvas frescas e maduras.

Aroma secundário – Sensação olfativa resultante da fermentação. Aroma terciário – Também chamado bouquet, é a Sensação olfativa complexa que grandes vinhos desenvolvem depois de muitos anos.

Ava – American Viticultural Área. Denominação oficial nos Estados Unidos para áreas vitícolas geograficamente delimitadas (exemplo: Napa Valley).

Aveludado – O contrário de áspero, extremamente macio.

B

Blanc de Blancs – Significa vinho branco feito exclusivamente de uvas brancas. Termo empregado quase sempre para os vinhos espumantes.

Blanc de Noirs – Descreve um vinho branco feito de uvas tintas.

Bodega – Equivalente espanhol para vinícola. ,br> Botrytis Cinerea – Um fungo que ataca as uvas, benéfico e até desejável sob certas condições climáticas, provocando a “podridão nobre”. Elas perdem água e concentram açúcar e ácidos, condição ideal para a produção de famosos vinhos doces de sobremesa.

Bouchonné – Defeito muito grave e irremediável. Ocasiona por contaminação das rolhas pelo TCA (tricloroanisole) durante o processo de esterilização. Atinge aproximadamente 3% dos vinhos engarrafados, independentemente da quantidade.

Bouquet – Ver Aroma Terciário. Brix – Unidade de medida do conteúdo de açúcar da uva, indicando seu grau de maturação na colheita. Outras unidades são denominadas Oechsle e Baumé.

Brut – Termo normalmente reservado para espumantes, significando seco.


C


Cava – Vinho espumante espanhol produzido pelo método champenoise.

Cepa (Casta) – Variedade de uva. Elemento determinado na caracterização de um vinho e na sua tipicidade. Os vinhos designados pelo nome da cepa são chamados vinhos varietais. Chaptalização – Adição de açúcar ao mosto para elevar o teor alcoólico do vinho.

Château – Este termo, seguido de um nome próprio, designa em Bourdeaux uma propriedade que produz e engarrafa vinhos.

Chato – Designa um vinho com pouca acidez, provocando uma sensação “mole” na boca.

Claret – Um termo usado na Inglaterra para identificar vinhos tintos de Bordeaux.

Clarificação – Conjunto de operações para obter a limpidez do vinho. São utilizados diversos processos, como centrifugação, filtragem e colagem.

Clos – Vinhedo ou grupo fechado por muros.

Colheita Tardia – Designa o vinho feito com uvas colhidas tardiamente, originando uma bebida com teores de açúcar mais levados. Normalmente um vinho de sobremesa.

Complexo – Vinho que apresenta aromas e paladares diversos e riscos, em diferentes graus de percepção.

Corpo – “Peso” do vinho na boca devido ao teor alcoólico e ao extrato seco da fruta. Crémant – Refere-se, na frança, a vinhos espumantes fora da região de Champagne. A pressão na garrafa é menor e produz uma espuma cremosa.

Crianza, Reserva e Gran-Reserva – Termos que indicam, em ordem ascendente, o tempo de maturação de vinhos espanhóis em carvalho e na garrafa.

Cru – Um vinhedo específico ou zona delimitada com aptidão para produzir um vinho de características particulares e originais. Cru Bourgeois – São Châteaux de Bordeaux de uma notoriedade menor que os Grands crus. No Médoc, distingum-se os crus bourgeois, os crus bourgeois supérieurs e os crus bourgeois exceptionnels.

Cru Classe – Propriedade classificada com grau de excelência estabelecido em 1855, posteriormente revidado e ampliado. É chamada classificação do Médoc.

Cuvée – Designa um lote de vinhos cuja identidade deve ser diferenciada e precisa.

Curto – Vinho que não deixa uma sensação duradoura na boca.


D

Decantação – Passagem lenta do vinho da garrafa para outro recipiente chamado decanter. Serve para separar eventuais sedimentos do vinho ou para aeração.

Demi-sec – Na linguagem de espumantes, um termo relativo ao grau de doçura.

Denominação de origem – Sistema oficial adotado por vários países para garantir a origem e a quantidade de vinhos (exemplo; AOC, DO, DOC, DOCG, IPR, VDQS, VR, etc.)

Domaine – Propriedade destinada à produção de vinhos, com vinhedo de um ou vários donos, particularmente na Borgonha.


E

Engaço – A ramificação que sustenta as uvas nos cachos.

Enófilo – Pessoa que aprecia e estuda os vinhos.

Enólogo – Especialista de ciência do vinho e da vinificação. Certas práticas enológicas não podem ser efetuadas sem a presença e controle de um enólogo.

Equilíbrio – Relação harmônica entre ácidos, álcool, fruta, tanino e outros elementos naturais encontrados no vinho. Nenhum deles deve ser dominante.

Espumante – Vinho com segunda fermentação na garrafa (método champenoise ou clássico) ou em cuba fechada (charmat).

Espumoso – Vinho com adição de gás carbônico. Normalmente de baixa qualidade.

Extrato Seco – Partes sólidas do vinho (exceto o açúcar); um vinho com pouco extrato é leve; com muito extrato é espesso na boca.

F


Fechado – Ainda não mostra as qualidades, pois não liberou o aroma e o sabor.

Fermentação Alcoólica – Processo bioquímico pelo qual leveduras convertem o açúcar (glicose, frutose) em álcool e gás carbônico.

Transforma suco de uva em vinho. Fermentação Malolática – Fermentação secundária que ocorre com a maioria dos vinhos, convertendo ácido málico em lático para reduzir a acidez total.

Floral – Vinhos com características aromas de flores, normalmente brancos.

Fortificação – Método para interromper a fermentação com a adução de aguardente vínica durante o processo. O resultado é um vinho doce, sendo o do Porto o melhor exemplo.

Frutado – Com aroma ou paladar de frutas frescas. Típico dos vinhos jovens.

H

Harmônico – Balanceado, com os componentes equilibrados.

Herbáceo – sabor vegetal característico de vinificação com o engaço. Algumas uvas tintas têm componentes aromáticos herbáceos.


J

Jerez – Também Sherry e Xértès. Vinho fortificado produzido em ANDALUZIA NA Espanha, nos estilos finos, Manzanilla, Amontillado, Oloroso, Palo, Cortado e Cream.


L


Lágrimas – Ou “pernas”, são gotículas viscosas que escorrem lentamente pelos lados do copo quando o vinho é agitado. Resultam da diferença da velocidade de evaporação da água e do álcool.

Late Harvest – O mesmo que Colheita Tardia. Leveduras – Microorganismos que produzem enzimas responsáveis pela fermentação, convertendo o açúcar em álcool.

Licoroso – vinho rico em açúcar, Glicéria e com alto teor alcoólico.

Límpido – Transparente, sem partículas em suspensão. Uma das primeiras análises para detectar a qualidade do vinho.

Longo – Vinho que deixa uma sensação duradoura na boca.

M


Maceração – Fase da vinificação durante a fermentação de vinhos tintos e rosados para extração de cor, taninos e aroma das cascas pelo contato com partículas sólidas da uva.

Maceração carbônica – Fermentação das uvas tintas inteiras, não prensadas, numa atmosfera de dióxido de carbono (exemplo: Beaujolais Nouveau).

Macio – Redondo, com bom teor de glicerina, álcool correto e taninos suaves.

Madeirizado – vinho oxidado, com sabor amargo de madeira.

Maduro – Vinho com sabor de fruta madura, geralmente no auge de sua evolução.

Meritage – Termo criado na Califórnia para identificar vinhos tintos no estilo Bordeaux e brancos não varietais.

Método Champenoise – Processo em que o vinho-base sofre a segunda fermentação na própria garrafa para formar as borbulhas. É o único método utilizado em Champagne.

Método – Processo de produzir vinhos espumantes a granel, com a segunda fermentação feita em cuba fechada.

Método Clássico – Ou tradicional. Termos para identificar espumantes elaborados pelo método champenoise fora de França.

O


Oxidação – Transformação de um vinho em contato com o oxigênio. Indesejável nos de mesa comuns, em alguns casos é indispensável, como no vinho do Porto.

P


Persistência – Designa o conjunto de sensações gustativas, percebidas logo depois de degustar o vinho, e o tempo que elas duram.

Pesado – Exagerado no corpo. São vinhos que geralmente carecem de finesse.

PH – Medida química para determinar acidez/alcalinidade. Nos vinhos, a relação deve se situar dentro de valores desejáveis de 3 até 3,4 para brancos e 3,3 até 3,6 para tintos.

Phylloxera – Um inseto que ataca as raízes das videiras. Causou a devastação mundial das vinhas no final do século XIX. Ainda presente, as vinhas devem ser plantadas em porta-enxertos imunes.

Premier Cru – Designação dos Châteaux Lafite, Haut-brion, Latour, Margaux e Monton na classificação de Médoc de 1855 (revista em 1973, para incluir o Château Mouton) Pronto – Vinho no ponto para ser consumido.


Q


Qualitãteswein (QbA) – Categoria de vinho alemão elaborado com uvas de uma das treze regiões e suficiente maduras para que tenham o estilo desejado.

Qualitãteswein Mit Pradikat (QmP) – A mais alta categoria de vinho alemão, contendo cinco atributos em ordem ascendente de maturação das uvas na colheita.

Quinta – Propriedade produtora de vinhos em Portugal.

R


Recioto – vinho doce do Vêneto produzido com uvas pacificadas. O estilo seco é chamado Amarone.

Redondo – Indicativo de produto de boa qualidade. Vinho com açúcar residual, acidez e tanino bem equilibrados.

Retrogosto – Identifica o aroma e sabor deixando pelo vinho na boca após ser deglutido. Grandes vinhos têm retrogosto rico, complexo e prolongado.

Ripasso – Vinho refrescante nos sedimentos de um vinho Recioto.

Riserva – Ou Riserva Speciale. Vinho italiano DOC maturados por um número obrigatório de anos. São vinhos de qualidade superior.

S

Seco – Com pouco açucar residual. No brasil, a kei determina que o vinho seco deve ter 5 gramas por litro, no máximo.

Sekt – Vinho espumante alemão.

Sélection De Grains Nobles- SGN – Menção que pode ser indicada nas garrafas de certas apelações. Significa uvas selecionadas com Botrytis para vinhos de sobremesa.

Sommelier – Profissional que faz o serviço do vinho no restaurante É chamado escanção, em Portugal.

Suave – Com baixa acidez e tanino. No Brasil, designa também o vinho meio doce.

T

Tanino – Substância essencial no vinho tinto, primordial para sua estrutura e conservação. É derivado principalmente das cascas, sementes, engaços e barricas. Tem sabor adstringente.

Terroir – Refere-se a um meio ambiente característico em que solo, clima, altitude, aspecto e outros fatores importantes influem na qualidade das uvas e dos vinhos ali produzidos.

Típico – Vinho em que as características de origem (uva ou região geográfica) estão muito evidentes.

Tostado – Aroma que lembra o queimado, encontrado em vinhos feitos em regiões de clima quente, com uvas bem maduras.

Trânsparencia – Característica visual, um dos elementos que definem a qualidade do vinho.

Turvo – Vinho sem limpidez e transparênte, com partículas em suspensão.

U

Untuoso – Viscoso. Sensação encontrada em vinhos com bastante glicerina, gordos e espessos.

V

Varietal – vinho identificado no rótulo com o nome da variedade da uva. É preciso que exista um mínimo dessa uva, em geral, 75% na maioria dos países.

VDN- Vin Doux Naturel – Vinho doce, fortificado com adição de aguardente vínica. Sua riqueza inicial de açucar deve ser pelo menois igual a 252 gramas por litro.

Vendanges Tardives VT – Expressão prevista para certos vinhos, principalmente da Alsácia, com riqueza de açucar natural.

Vigoroso – Vinho firme e jovial. Característica dos grandes tintos.

Vin De Pays – Um estilo de vinho regional. Uma categoria acima de Vin De Table.

Vin De Table – A menor categoria dos vinhos franceses. A tradução literal como vinho de mesa, tem o mesmo significado em outros países.

Vin Moelleux – Termo designado vinhos doces nos quais a taxa de açucar residual não é muito precisa.

Vin Mousseux – Vinho espumante sem qualquer conotação de qualidade.

Vinho De Gota (Vin De goutte) – Vinho tinto que escoa livremente após o período de fermentação.

Vinho De Prensa (Vin De Presse) – Vinho tinto, escuro e tânino, ovtido pela prensagem das cascas após o escoamento do Vinho de Gota.

Vinho Do Porto – O vinho fortificado mais renomado do mundo. Produzido nos estilos Ruby, Tawny (básico, com idade e colheita), LBV, Vintage Character e Vintage.

Vinho Fortificado – Denota um vinho que teve o teor alcoólico aumentado pela adição de aguardente vínica (exemplo: vinho do Porto, Jerz, Madeira, VDN).

Vinoso – Característica típica dos vinhos jovens, que lembra o cheiro do mosto da uva.

Vinificado – Envolve o processo de elaboração do vinho, desde a colheita das uvas até o engarrafamento.

Vintage – Vinho de um determinado ano. Pode também significar colheita. O Porto Vintage é o estilo mais raro e caro desse vinho fortificado do Douro.

Viticultura – O cultivo, a ciência e o estudo das uvas.

Vitis Vinifera – Espécie botânica de uvas destinadas à produção de vinhos de qualidade, com milhares de variedades. Na prática, são utilizadas cerca de cinquenta. É o nome cientifico das vinhas européias.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Save the Date descontraído, divertido, usando fotos do casal.

Achei bacana e muito criativa a ideia de se utilizar fotos do casal, com expressões características de felicidade e tristeza pelo comparecimento  ou não do convidado ao casamento.
Então, fica a dica aos noivinhos, mas a ideia pode ser usada em todas as festas que em se utiliza o cartão "reserve esta data".


domingo, 30 de janeiro de 2011

Vinho tinto Palo Alto- Reserva- Chile- 2008


Fiz uma relação de vinhos indicados em blogs especializados e compramos o Palo Alto para experimentarmos, indicação do Blog Vinhos bons e baratos.
O Palo Alto é um vinho de corte, Cabernet Sauvignon, Carmenere e Syrah.
Sua garrafa é bonita, idem a rolha.
No rótulo a descrição:
" Un solo vino proveniente del Valle del Maule. De color rojo profundo, donde la elegante presencia de la  madera junto a las notas de fruta fresca, le otorgan no carácter distintivo y elegante. Un vino ideal para acompanhar quesos, pastas y carnes rojas."
Compramos no Supermercado Carrefour por R$34,90.
Para acompanhar fizemos uma carne vermelha ( alcatra) em iscas, ao molho Barbacue servidas no pão italiano, o qual serve de cumbuquinha e fica delicioso para ser comido após o término da carne.
Gostamos do vinho e aprovamos a indicação, somente no início o cheiro do álcool estava marcante, mas nada que atrapalhasse e assim que o vinho "respirou", foi ficando mais agradável de beber. 

Pude observar que é um vinho com lágrimas em abundância ( agora já sei o que são as lágrimas e foi o primeiro vinho que observei este detalhe, dentre outras coisas).

Comentário retirado do Blog citado:

"Palo Alto Tinto Reserva 2007, mais um Concha y Toro de ótimo padrão.

Palo Alto é o nome dado para o florescimento das árvores espinhosas que estão espalhadas por todas as encostas que circundam o Vale do Maule. Estas árvores prosperam no solo seco e rochoso da região. Não é coincidência que, quando você vê um "Palo Alto", muitas vezes irá encontrar vinhas. As vinhas plantadas nesse tipo de solos tendem a produzir uvas de alta qualidade, daí o nome desse vinho.
O Vale Maule é um paraíso ensolarado de cultivo de uvas. As vinhas estão plantadas pelas encostas, onde as uvas capturaram os raios solares e amadurecem perfeitamente. Dentro do vale, há três vinhedos que abastecem a vinícola, cada uma com suas próprias características especiais.
O Vinho Palo Alto Tinto é um corte de 60% de Cabernet Sauvignon , 25% de Carmenere e 15% de Syrah. Envelhecido por sete meses em barricas de carvalho francês e americano. Tem cor rubi com tons violáceos, aroma frutado, amoras e ameixas se destacam e notas de baunilha, bom corpo, equilibrado, acidez perfeita, taninos macios e boa persistente.
A Palo Alto é uma vinícola do grupo Concha y Toro, e mantém o mesmo padrão de qualidade que vemos em vários outros vinhos produzidos pelo grupo. Vinho excelente para seu custo, em torno de R$ 30,00. Marcou 89 pontos na prestigiada revista Wine Spectator. Também merece posição de destaque entre os “bons e baratos!”

Comentários da Expand:

Coloração rubi intenso com reflexos violáceos brilhantes, aromas de frutas negras frescas, notas de cacau e um fino tostado que provém da madeira.Na boca bom corpo, taninos macios, balanceado e persistente.

Ficha Técnica:
 
País Chile

Região Chile

Sub-região Vale do Maule

Produtor PALO ALTO

Composição Assemblage (mais de uma uva)

Uva Cabernet Sauvignon, Carmenere, Syrah

Graduação Alcoólica (%) 14%

Temperatura de Serviço (°C) 16 á 18

Tamanho da Garrafa Garrafa

Volume 750ML

Sobre a Vinícola Palo Alto"é o nome popular que recebem de espinheiro, um arbusto nativo que da flor com espinhos cobrindo os morros em abundância do Vle do Maule, onde os nossos vinhos são nascidos. Estes arbustos crescem melhor em clima seco, rochoso e estéril. Não é coincidência, então, que quando você vê um "Palo Alto" espinheiro ou, também são muitas vezes vinha. As vinhas plantadas nesses solos tendem a produzir uvas de alta qualidade - aqui estão os nomes dos nossos vinhos.

Vinificação Maceração e fermentação em cubas de aço inox com temperatura controlada, em seguida transferido para barricas de carvalho francesa e americana para a malolática e envelhecimento por 7 meses.

Harmonização Ideal para carnes vermelhas assadas, massas com molhos condimentados e queijos curados.

Para finalizar, outro cometário retiradodo Blog Vivendo Vinhos.


"Tinto, Cabernet Sauvignon, Carmenère, Syrah
Chile
Concha Y Toro
Preço: R$ 32
Este é o vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs, escolhido pelo meu grande amigo Alexandre (Diário de Baco).

Observei os comentários dos confrades hoje e notei que apesar de muitos terem gostado do vinho consideraram o mesmo sem grandes virtudes e um vinho de fácil consumo sem muita complexidade. Eu vou me dar o direito de discordar.
Já havía bebido o nosso Palo Alto em um degustação as cegas na qual ele se saiu muitíssimo bem, obrigado! Esses desafios do JFC... E não foi diferente dessa vez.
Na taça apresentou cor rubí com reflexos violáceos além "chorar" muito. Muito intenso na sua cor, o Palo Alto chega a tingir levemente a taça. O halo aquoso é mínimo, praticamente inexistente, dando sinais que podemos guardar o vinho por mais algum tempo.
No nariz muitas frutas negras frescas, especiarias e nuances herbáceos e vegetais. Com o tempo as frutas ficaram um pouco mais "doces" e os aromas de café, caramelo e chocolate desenvolveram-se. Me chamou a atenção a enorme intensidade aromática deste vinho.
Na boca apresentou um bom ataque com bom equilíbrio, apenas uma leve aresta de álcool para "esquentar o peito' aconteceu. Secando bem a boca os taninos se apresentaram em bom volume e maduros, mas podem evoluir um pouco. Bom corpo e boa acidez. Retrogosto confirmando as frutas e boa persistência.
Acompanhou muito bem os filet´s de Noix e é um vinho que deve acompanhar carnes, fica muito prazeroso."


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Casamento estilo Vintage.

A palavra vintage antes de ganhar conotação fashion, foi usada para designar vinhos que têm a capacidade de envelhecer dentro da garrafa tendo seus sabores e aromas aprimorados (o vint, vem de vinho; age, de idade).
"O estilo vintage transforma em referência o melhor de todas as décadas. Assim podemos dizer que tudo o que relembre os anos 60, 70 ou 80 pode ser denominado dessa forma, desde vestimentas até mobiliário", afirma Julia Simões, professora do Senac - Santos e Consultora de Moda e Estilo.
Há quem diga que o vintage é uma recuperação dos estilos dos anos 20 à 60. Alguma coisa com um estilo que perdurou através do tempo, transformando-se num clássico.
Com certeza  é um estilo bem romântico!
Detalhe estilo vintage no cabelo
Estilo vintage para cabelo
Noiva vintage
Decoração vintage
Noiva vintage
Bolo vintage

Bolo vintage
Marcador vintage
Vestido vintage

Decoração vintage
Decoração vintage

Decoração vintage

Noiva vintage

Noiva vintage

Casamento decoração vintage

Noivos estilo vintage

Decoração estilo vintage

Decoração estilo vintage

Daminha vintage

Decoração com gaiolas, bem vintage

Fotografia dos noivas estilo vintage

Noivos estilo vintage

Daminhas vintage

Decoração vintage
Marcador de mesa vintage
Menu vintage

Menu vintage

Decoração vintage
Noiva estilo vintage
Decoração vintage

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Os primeiros passo para se conhecer o vasto mundo dos vinhos.


Achei uma entrevista bem bacana no youtube do sommelier Gianni Tartari, a qual está cheia de dicas interessantes.


Também achei legal a matéria que fala sobre vinho, discorrendo sobre o papel do sommelier, do enólogo e do enófilo, também fala de forma divertida dos enochatos...
Aliás, tem chato em todos os ramos!
Para mim o chique é ser simples, muitas vezes o menos é mais, nada de exibicionismo.
Deixe para degustar o vinho em salões degustação ou no retiro de seu lar, ao lado dos amigos desfrute o vinho e a boa companhia.

Eis a matéria:

vinho

A bebida dos deuses e dos mortais também...


Brancos secos, delicados ou suaves; tintos redondos, quentes ou tânicos; "rosés" frutados; vinhos ligeiramente espumantes, cheios de sol... Os vinhos nos oferecem uma variedade sem par de sabores, perfumes e aromas, firmes ou suaves, que brincam e dançam no nosso paladar, acompanhando banquetes ou refeições ligeiras, casando bem, uns com suculentas carnes, outros com pescados, queijo, doces, até pães.
A palavra vinho vem do grego antigo, "οἶνος" (oínos), que em latim virou "vīnum", significando tanto "vinho" como "videira". O nome "vinho", também, costuma ser aplicado a bebidas feitas a partir da fermentação de outras frutas, vegetais, ervas e até flores (como, por exemplo, vinho de ameixa), mas, usada sozinha, aplica-se apenas ao produto que tem a uva como matéria-prima.

A ENOLOGIA


Pela importância que adquiriu em muitas regiões do mundo, o vinho tornou-se objeto de uma ciência específica, a enologia, dedicada ao estudo de composição, qualidade, características e processos para sua elaboração. Abrange todos os aspectos relativos ao vinho, desde o plantio, escolha do solo, vindima, produção, envelhecimento, engarrafamento, etc...

PERSONAGENS DO MUNDO DO VINHO

Amplo, diversificado, repleto de nuances, o mundo do vinho conta, com alguns personagens principais que devem ser conhecidos:

O enólogo

Enólogo (eno de vinho e logos de conhecimento - o que conhece o vinho) é o profissional mais graduado de uma vinícola, responsável pela elaboração dos vinhos. Cabe a ele todas as decisões relacionadas às diversas e complexas etapas de sua produção, desde a vinha no campo até o produto pronto para ser comercializado. Tem formação acadêmica de nível técnico ou nível superior. No Brasil, a Escola de Enologia e a Faculdade de Enologia de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, oferecem os dois tipos de formação. O Senac, também, oferece cursos na área. A profissão foi regulamentada recentemente - lei 11.476, de 29 de Maio de 2007.

O produtor

É o proprietário do vinhedo que, juntamente com sua família e mais um ou dois empregados, colhe suas uvas, vinifica, engarrafa e vende. Muitos proprietários são enólogos ou mandam os filhos estudar enologia.


O negociante

É a pessoa que compra o vinho à granel em um produtor e o engarrafa com o seu próprio rótulo. Há, ainda, um outro tipo de negociante, chamado de negociante beneficiador (negociant eleveur) - que é aquele que compra o vinho do produtor e, antes de engarrafá-lo com seu próprio rótulo, faz com que fique armazenado em tonéis de carvalho a fim de melhorar a sua qualidade e, conseqüentemente, o seu valor.

O comerciante

Essa categoria abrange uma variada gama de negócios que vão dos bares e restaurantes aos supermercados, passando pelas empresas de importação e exportação e lojas de vinho.

O sommelier

É um profissional especializado, conhecedor de vinhos e todos os assuntos relacionados ao seu serviço. O sommelier pode trabalhar em restaurantes ou em lojas de vinhos, auxiliando os clientes em suas compras.
Num restaurante, o sommelier não responde, apenas, pelo serviço do vinho. De fato, ele atua como maître de bebidas, sendo responsável por outras bebidas alcoólicas e não alcoólicas servidas na casa, como água, café e chá por exemplo. Nas casas que comercializam e permitem os charutos, é ele, também, o encarregado desse serviço.
Especificamente em relação ao vinho, ao sommelier compete a elaboração da carta da casa, a manutenção da adega, incluindo as compras de reposição, e orientar os clientes a respeito da melhor escolha para acompanhar os alimentos escolhidos.

O Enófilo

Enófilo (do grego "eno" - vinho, e filo - amor, amizade) é, literalmente, o amante (ou amigo) da arte e do consumo do vinho. É aquele que gosta e se dedica, profissionalmente ou por prazer, a estudar o maravilhoso mundo dos vinhos.
De fato, o enófilo é o principal personagem do fantástico mundo dessa bebida fantástica. É ele que o faz girar, vai a feiras, degustações e apresentações, faz análises e considerações sobre os vinhos que toma, freqüenta confrarias ou encontros, está sempre em busca de novas experiências. Enófilos somos todos nós, que gostamos de tomar vinho e gostamos, ainda, de saber sobre ele. Nessa categoria, entram desde o que está dando os primeiros passos no mundo do vinho até o mais respeitado crítico internacional. Portanto, enófilo é você também, que está aqui, agora lendo sobre vinhos, mesmo que, talvez, ainda nem soubesse disso.

Os 10 Mandamentos do Enófilo

1 - JAMAIS segurar a taça pelo bojo.

2 - Prestar atenção cada vez que tomar um vinho. Horas de copo só acrescentam experiência se você prestar atenção. Cheire, cheire e cheire.

3 - Fazer anotações. Ninguém tem memória suficiente para tudo, deixe a sua para os números de telefone mais importantes.

4 - Trocar experiências com outros enófilos. Fazer parte de grupos de degustação e fóruns de discussão também acrescenta muito conhecimento.

5 - Avisar aos amigos das descobertas de bom custo-benefício.

6 - Apresentar o maior número possível de pessoas ao mundo do vinho.

7 - Não ficar repetindo o mesmo vinho. Arrisque-se, experimente sempre vinhos diferentes, boas surpresas virão.

8 - Saber se comportar. Freqüentar degustações e salões de vinhos, mas apenas provar cada vinho. Não tenha pena de jogar o resto da sua taça fora. Salão não é boca livre de vinhos para embebedar-se e quem está ali trabalhando em pé há horas não merece ficar aturando bêbado chato pedindo mais uma dose...

9 - Vigiar-se dia e noite para não se tornar um enochato.

10 - Ignorar solenemente os enochatos*.


* Enochato: personagem, infelizmente, nada incomum, o enochato é aquele que usa seus conhecimentos ou pseudo-conhecimentos sobre vinhos para convencer-se que está acima, e bem acima, do resto dos mortais que não sabem o que ele sabe (ou pensa que sabe) sobre o assunto.

Muito fácil identificá-lo. Sempre num lugar público e garantindo que está sendo observado, o enohato pega uma taça, faz cara de entendido, inclina o copo, cheira, gira o copo, cheira de novo, franze a testa, suspira fundo, olha para a platéia como quem vai ensinar alguma coisa e solta algum comentário incompreensível. É, por causa deles, justamente, que o vinho acaba tendo fama de coisa complicada, inacessível, sofisticada, exclusiva de gente rica, metida e, claro, chata.

Mas o fato é que o vinho é um prazer acessível a todos os mortais. Há vinhos para todos os gostos e todos os bolsos, é só escolher o que se encaixa melhor para você. Claro que o conhecimento, assim como acontece com a comida, aprimora o paladar e o prazer decorrente de se degustar um vinho. Mas, também como acontece com a comida, bom é aquilo que você gosta. Portanto, informe-se, estude, experimente, mas a última palavra tem que ser sempre a sua. Afinal, gosto não se discute...

O CORREIO GOURMAND se une a todas as vozes que lutam para acabar com essa impressão elitista que existe sobre o vinho e, com isso, eliminar essa barreira fictícia que afasta muita gente do prazer de tomar vinhos e aprender sobre eles.

Não aos enochatos!!

Dicas de harmonização de vinhos.


Harmonizar um vinho com o prato que o acompanha não é regra de etiqueta, nem frescura, é sim, algo essencial para ajudar a desfrutar o prazer à mesa.
Por exemplo, comparando o vinho ao café, distância à parte, quando tomamos um café ele combina perfeitamente com vários tipos de pães, queijos, etc, mas há alimentos que modificam o sabor do café, por exemplo,  uma torrada com salpicão de frango.
Faça a experiência, tome um gole de café com um pão de queijo e outro com uma coxinha de frango, o café é o mesmo, mas o sabor fica diferente.
Paralelo à parte, com o vinho também acontece algo parecido, a impressão que um vinho deixa pode ser negativa em um dia e positiva em outro, o que acontece?
Sendo da mesma safra, acredito que a harmonização teve um papel fundamental na experiência.

Os franceses são extremamente rígidos neste aspecto, e sempre combinam à risca pratos e bebidas, os americanos e brasileiros já seguem mais o que gostam, do que necessariamente o que combina.
Tem gente que só gosta de vinho tinto e mesmo comendo peixe, não abrem mão de sua preferência.


O Vinho é uma bebida que possui tanto variações nas uvas quanto nos processos utilizados pelos produtores. O resultado final de cada rótulo de Vinho é bem diferente um do outro. Assim não só o vinho tinto é diferente do branco, quanto um rótulo é diferente do outro.
O Vinho pode ser ácido, doce, adistringente, tanino, encorpado, leve, e ter diferentes combinações destas características. E estas características vão afertar seu paladar na hora de tormar vinho, em um almoço ou jantar. A refeição escolhida pode ou não combinar com o Vinho, e esta combinação, se for muito ruim, pode dificultar a apreciação tanto da comida quanto do Vinho.
Assim elaboramos um conjunto de dicas que permitem que você compreenda melhor o porquê destas combinações, e, se não fizer a combinação perfeita, entre vinho e comida, pelo menos pode chegar perto e não complicar nem um nem outro.
Primeiro entenda que o Vinho é parte essencial da composição de um almoço ou jantar, ele também é um dos alimentos, ou ingrediente da refeição, e portanto ele influencia no paladar do alimento e vice e versa, podendo valorizar ou destruir uma receita.

Harmonização:

Uma regra básica é : Carnes e Massas combinam com vinhos tintos, Peixes combinam com vinhos brancos.

MAS NEM SEMPRE. Embora esta seja a base não leve esta regra como uma lei pois você precisa ter alguma flexibilidade.

Outra regra básica é que : Vinhos sempre combinam com os pratos das regiões de origem.

Um Vinho Português em geral combina bem com comida portuguesa e um Vinho Espanhol com a culinária espanhola. Indo mais longe, um Vinho Tempranillo Crianza Espanhol combina bem com a Paella.

A exceção está nos vinhos do novo mundo, como Estados Unidos e Austrália, pois são produzidos para o mercado mundial e não para suas regiões de origem.

A partir daí você deve seguir as dicas de combinação vinho x comida abaixo :

•Sabor : Combine o sabor pela Similaridade

◦Nas Carnes você deve usar um Vinho mais potente e complexo.

◦No Frango Marinado, você deve combinar com um Vinho Tinto mais Frutado

◦No Salmão Grelhado você pode tomar um Vinho Branco Leve e Refrescante

•Acidez : Combine a acidez pelo Contraste

◦Para Massas com Molho de Tomate você pode combinar com um Vinho Tinto menos acido

◦Para Massa com um Molho Cremoso você combina com um Vinho Tinto mais ácido

•Corpo : Escolha um vinho que suporte o alimento

◦Para prato mais leves combine com Vinhos mais jovens.

◦Para pratos mais fortes combine com Vinhos Encorpados.

Um exemplo, para que você entenda a combinação entre vinho e comida. A Feijoada é um prato forte, onde a Laranja combina bem. Portanto podemos ter um Vinho Tinto Encorpado com bons Taninos, que vai combinar bem com o prato forte, ou também escolher um Vinho Branco Cítrico pois sabemos por similaridade que os sabores cítricos, como o da Laranja, combinam com a Feijoda.

Outro exemplo, se preparamos uma massa com molho de tomate, podemos combinar com um Vinho Tinto Jovem de baixa acidez, ou se você preferir tome um Vinho Branco Frutado.

Com estas dicas vocês terá um pouco mais de facilidade em combinar vinho e comida.

Fonte: Enochatos

Dicas na Harmonização de vinhos  retiradas de alguns Blogs e sites

• Vinho rosé, champanhes brut e o meio seco podem acompanhar todos os pratos da refeição;

• Geralmente comidas com muito sabor pedem vinhos mais encorpados e pratos mais delicados, vinhos mais leves;

• Carnes e assados pedem, por serem mais gordurosos, vinhos tintos, com mais taninos;

• Entre as aves, patos e coelhos se harmonizam com tintos encorpados e aromáticos, enquanto frangos e perus, com brancos igualmente encorpados ou tintos frutados;

• Já peixes e frutos do mar, mais suaves, vão melhor com os brancos. Contudo peixes de paladar mais forte, como salmão, se dão bem com vinhos brancos mais encorpados;

• É preferível oferecer vinhos brancos e champanhes doces à hora da sobremesa;

• Sopas podem ser acompanhadas por xerez (vinho seco) em cálice pequeno;

• Ao servir saladas e maioneses, o consumo de vinho deve ser evitado, pois vinagre altera o sabor da bebida. Isso vale também para molhos e ingredientes mais fortes;

• Em geral, não se adiciona cubos de gelo ao cálice de vinho nem se aquece;

• Comida japonesa e vinhos não se mostram tão compatíveis; chocolate, em geral, também não, apesar de haver algumas harmonizações possíveis entre eles.


Outra matéria interessante: ( http://www.aurora.com.br/).

Princípios de Harmonização

As diretrizes básicas são por demais genéricas, pois há enormes variações, por exemplo, na genérica diretriz “carne vermelha com vinho tinto”. Assim, precisamos de princípios de harmonização que nos permitam explorar as variações possíveis das diretrizes básicas, são eles:

•Princípio da Harmonização por Similaridade

•Princípio da Harmonização por Oposição

Harmonização por Similaridade

O princípio da harmonização por similaridade busca o casamento de elementos semelhantes presentes no vinho e no prato, como sabores, aromas e estrutura.

Assim, pratos doces são combinados com vinhos doces; carnes vermelhas de sabor intenso com tintos intensos; pratos ricos em aromas de especiarias com vinhos aromáticos; peixes grelhados de sabores delicados com brancos leves...

Exemplos

1. Ostras, cujo sabor marinho harmoniza-se com os sabores minerais do Chablis.

2. Aspargos com Sauvignon Blanc, em razão da similaridade de aromas e sabores.

3. Pratos ricos em especiarias e ervas - como os indianos - com Gewurztraminer, uma uva aromática.

4. Lagosta com molhos untuosos com Chardonnay amadeirado, denso e com nuances amanteigadas.

5. Pizzas e massas com molhos vermelhos com vinhos de médio corpo, frutados e com boa acidez, como os Sangiovese e Barbera.


Harmonização por Oposição

O princípio da harmonização por oposição, por sua vez, busca a complementaridade dos elementos opostos presentes no vinho e no prato, notadamente, os elementos palatáveis.

Assim, busca-se balancear a acidez ou a salinidade de um prato com a doçura do vinho; avivar o paladar de um prato doce com a acidez do vinho; confrontar a untuosidade do prato com os taninos e acidez do vinho...

Exemplos

1. Roquefort, salgado e untuoso, com Sauternes doce e ácido.

2. Boueuf bourguignon, untuoso e suculento, com Pinot Noir ácido e “tânico”, como os Nuits St.-Georges, da Borgonha.

3. Pratos condimentados e levemente picantes da cozinha nordestina ou oriental (indiana, thai...) com vinhos semi-doces, como os Rieslings alemães da região do Mosel.

 
Os princípios da Similaridade e Oposição não se excluem. É absolutamente possível que ambos coexistam em diversas harmonizações de vinho e comida.

Harmonizações

Clássicas:



•Ostras com Chablis.

•Salmão Defumado com Rieslings.

•Salmão Fresco com Chardonnay ou Rieslings.

•Peixes Brancos com molhos untuosos com Chardonnays.

•Queijo de Cabra com Sancerre (ou outro vinho Sauvignon Blanc).

•Roquefort com Sauternes (ou outro vinho botrytizado).

•Stilton com Porto.

•Charcutaria (presunto, salame etc.) com Beaujolais.

•Presunto Cru com Jerez Fino.

•Foie Gras com Sauternes.

•Cordeiro com Bordeaux tinto (ou outro vinho de corte bordalês: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot e Carmenère).

•Pato/Codorna com Borgonha tinto (ou outro vinho de Pinot Noir).

•Pizzas e massas com molho vermelho com Chianti.


Uma dica específica para o feriado da páscoa que encontrei no site: http://www.onne.com.br/materias/gourmet/12784/vinhos_

Bolinho de bacalhau - O bacalhau é um peixe estruturado e salgado. Quando feito como bolinho ganha um toque extra de gordura. Salgado não combina com vinhos tânicos e gordura necessita de acidez para ser eliminada. Como é um prato de corpo, Tommasi sugere um Chardonnay do novo mundo com um pouco de barrica (não excessivamente amadeirado).

Bacalhau com cebolas e batatas – Prato de bom corpo onde a doçura da cebola equilibra o salgado do peixe. A sugestão seria um vinho de boa estrutura, aromático e com taninos macios. Assim, a dica do enófilo é um vinho produzido com Touriga Nacional.

Salmão grelhado com molho de maracujá - Salmão é um dos peixes mais fortes de sabor, além de apresentar gordura em sua carne, preparado com maracujá, esta gordura estará balanceada, mas o prato continuará com bom corpo. A sugestão é um Chardonnay amadeirado ou um tinto bem leve na linha da uva gammay.

Terrine de bacalhau - Para acompanhar uma terrine, mesmo que o peixe seja um pouco mais forte, Tommasi recomenda um branco de média intensidade sem necessidade de ser muito acido. A dica é apostar em um pinot gris mais estruturado, como os Alsacianos.

Truta ao molho manteiga e alcaparras - Truta é um peixe delicado, mas a manteiga o deixará gorduroso e as alcaparras irão salgar o paladar. Desta forma, eliminamos os vinhos tânicos e nos focamos nos ácidos. Walter escolhe um Sauvignon Blanc que harmoniza bem a sua acidez com a gordura proveniente da manteiga.

Cordeiro assado – Carnes fortes com toque adocicado e gordura precisam de grandes vinhos que tenham a presença de taninos e estrutura para aguentar o peso do prato. Para o cordeiro, Walter indica um Cabernet sauvignon, um corte Bordalez ou ainda um tempranillo.

Paella – Este é um risoto de peso e altamente aromático, com presença de muitos frutos do mar consequentemente salgado. Para compatibilizar com ele, o especialista escolhe um Chardonnay bem estruturado com passagem em madeira.

Lasanha de bacalhau - Receita um pouco mais complexa para compatibilizar, pois vai depender da quantidade de tomate e molho branco usado. Considerando que o prato tenha mais o bacalhau e creme branco, a recomendação é um vinho mais ácido e com bom potencial aromático como um sauvignon Blanc da Nova Zelândia.

Torta de chocolate com nozes – Chocolate é uma combinação difícil para vinho pelo fato de ser muito gorduroso e precisar de muita acidez, mas também com muita estrutura. A combinação perfeita fica para o Banyuls ou para os vinhos do porto.

Tabela de harmonização de vinhos e alimentos

Para acertar na escolha do vinho, dê uma olhada nas sugestões desta tabela, encontrada no site:

Fiz a relação somente dos tintos, confira no site o restante.

1– molhos e cremes acompanhados de aperitivos ( Beaujolais)

2 – aperitivos ( Beaujolais,Chianti)

3 – queijos suaves ( Pinot Noir,Beaujolais, Merlot,Chianti)

4 – queijos fortes ( Zinfandel, Cabernet Sauvignon, Merlot)

5 – sanduíches ( Pinot Noir, Zinfandel, Beaujolais,Chianti)

6 – comida asiática ( Zinfandel, Beaujolais)

7 – carnes e churrasco ( Pinot Noir, Zinfandel, Cabernet Sauvignon,Beaujolais,Merlot,Chianti)

8 – porco e vitela  ( Pinot Noir, Zinfandel,Beaujolais,Chianti)

9 – ovelha ( Pinot Noir, Zinfandel,Merlot)

10 – massas com molhos suaves (Beaujolais,Chianti)

11 – massas com molhos encorpados ( Pinot Noir, Zinfandel,Merlot,Chianti)

12 – aves ( Pinot Noir, Zinfandel,Beaujolais,Merlot,Chianti)

13 – salmão e atum (Beaujolais,Chianti)

14 – frutos do mar (Beaujolais,Chianti)

15 – mariscos

16 – frutas e sobremesas (Beaujolais)

Por fim, algumas dicas da enófila Adriana Grasso do que deve ser evitado:

Vamos a alguns exemplos:


• Quando consumimos alimentos tânicos, ou seja, que “amarram” na boca, como nozes, por exemplo, e optamos por um vinho com taninos marcantes, como um Barolo italiano ou um Bordeaux francês, a sensação de boca seca pode ser muito grande, pois estamos potencializando o tanino com esta combinação. Dessa forma, recomendo que ela seja evitada.

• Devemos estar atentos ao harmonizar pratos à base de peru. É preciso tomar muito cuidado com o vinho para acompanhar a carne delicada desta ave. Vinhos tânicos e encorpados, como um Bourdeaux francês, podem resultar num estranho sabor metálico na boca.

• Se você for servir algum ingrediente muito especial, como trufas brancas, use pouca criatividade. Geralmente, em pratos com ingredientes muito marcantes, como é o caso das caras e raras trufas brancas, só existe um rei e todo o foco deve estar voltado para ele. Um vinho potente pode brigar na harmonização e acabar minimizando o sabor das trufas. Se, por outro lado, você resolver abrir um grande vinho, deixe de lado os pratos elaborados. Lembre-se: um rei de cada vez!

• Outra coisa que temos que tomar cuidado é não optar por um vinho muito potente para pratos delicados. Um exemplo disso é harmonizar um peixe cozido ao vapor servido com batatas com um Cabernet Sauvignon envelhecido no carvalho. Neste caso, você poderá nem sentir o gosto do peixe, pois o vinho irá sobrepô-lo. Por outro lado, se você tiver um prato bem elaborado e condimentado e resolver harmonizá-lo com um vinho leve, o sabor da comida poderá anular completamente o sabor da bebida.


• Se a opção para acompanhar bolos e doces for um espumantes, evite os Brut, os Extra Brut e os Dry - eles são muito secos e fazem com que o doce pareça mais doce e o espumante ainda mais seco. Neste caso, opte por um Demi-Sec ou um tipo Asti.

• Vale a pena ressaltar que existem alguns alimentos de difícil harmonização com vinhos, como sorvete, picles, abacaxi, grapefruit e condimentos, como vinagre e pimenta. Eles não são casos perdidos; dependendo da sua forma de preparo e dos ingredientes utilizados, é possível chegar ao equilíbrio. Na dúvida, deixe o vinho de lado!


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dicas para renovar o visual de uma fotografia antiga.

Recentemente recebi um pedido de minha mãe que queria que eu fizesse uma verdadeira transformação em uma foto de minha avó, na qual ela estava com outras pessoas.
A foto era especial por vários motivos, minha avó já falaceu,então fica aquela saudade... na fotografia ela estava bem jovem e minha mãe quer presentear os irmãos com uma foto da mãe.
Porém o desejo era ter uma foto com minha avó apenas, retirando as demais pessoas.
O tamanho original da foto é menor do que 10x15, a foto está condizente com o tempo, amarelada, com alguns defeitos, o que é bem natural, pois este ano vovó completaria 100 anos.

Veja:
Minha avó está ao centro da imagem.


Minha avó Edith é a primeira.


Então vai as minhas dicas, nada profissional, somente para aquelas pessoas que curtem fotografia e gostam de fazer as coisas elas mesmas.

A primeira coisa que fiz foi scannear a foto na melhor qualidade possível.
Depois usei o programa photoshop para melhorar os tons, brilho, contraste, deixar a foto em preto e branco e também dar um jeitinho em partes que percebi ao ampliar a imagem que estavam com traços de amassado, com falhas ( tipo um pedacinho branco, como se a imagem tivesse arranhada). 

Salvei a imagem em alta resolução e parti para o meu programa favorito, o powerpoint.
Ainda não sei trabalhar no photoshop e suas layers, então o uso apenas para deixar a foto com fundo transparente, alterar o tom de um detalhe, melhorar a qualidade da fotografia e reparar pequenos detalhes, como uma casquinha de um machucado em uma criança, coisas do tipo...

No powerpoint a primeira coisa que fiz foi configurar a página.
Pense no tamanho que vai revelar e faça dobrado, a qualidade fica melhor.
Então como queria no tamanho 15x21, fiz no 42x30.

Depois copiei a foto e colei no powerpoint, como queria somente a minha avó, cortei as demais pessoas, clicando na foto a ferramenta de corte aparece.

Aí tive meu primeiro probleminha, havia uma mão no ombro de minha avó e não podia retirar, pois perderia parte do ombro, então com isso eu soube que teria que usar algo para tampar aquela mão.

Minha ideia foi fazer uma fotografia com detalhes de scrapbooking digital.

Então escolhi um fundo para a fotografia, algo mais rústico, parecendo uma madeira, para combinar.

E fui colocando flores como detalhes para dar vida à página e principalmente para cobrir a mão no ombro...
Em 2 modelos optei para colocar um frame em formato de janela.
Escrevi o nome de minha avó e estava pronto.





É muito importante não salvar em JPGE, pois perde muito a qualidade, sempre salve no formato TIFF.

Mas para ficar tudo com o aspecto de antigo, voltei a imagem já pronta para o photoshop e coloquei a imagem no tom Preto e Branco, salvando sem compactar, em ótima qualidade.

Veja:








Mandei por e-mail para a revelação e minha mãe buscou, disse que ficou muito bom mesmo.
Outra dica, a revelação foi feita em papel fosco, fica mais elegante na minha opinião.

Estava com receio do tamanho que escolhi, pois a foto foi ampliada o que poderia prejudicar sua qualidade, mas mãe disse que dá para ver perfeitamente a minha avó, seus traços, etc. 

Fiz 4 opções para ela usando as 2 fotos que recebi.