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quarta-feira, 3 de março de 2010

Fazendo páginas de scrapbooking usando o programa PowerPoint

Normalmente as pessoas que trabalham com scrapbooking digital usam programas como o Photoshop, Paint Shop Pro, pois possibiltam uma qualidade excelente e possuem vários recursos.
Mas para quem está iniciando e não possui estes programas, uma solução é usar o PowerPoint, um programa fácil e que já faz parte do programa Microsoft Office.
A desvantagem é que ao fazer a página de scrap no PowerPoint não se deve salvá-la no formato JPGE e sim TIFF, pois a qualidade do JPEG no PowerPoint não é legal, então depois com um outro programa conversor de imagens a gente salva a imagem feita no PowePoint no formato TIFF para JPEG.
Este programa que converte a imagem é gratuito e fácil de usar, chama-se Irfanview e pode ser baixado em português. ( http://www.baixaki.com.br/download/irfanview.htm)

Veja: Passo a passo para converter:
Depois de ter feito sua página no powerpoint e salvo como TIFF, clique no ícone do infanview na área de trabalho e o programa abrirá, então clique na pasta Arquivo e procure o local em que salvou sua imagem no formato TIFF:
 Então a imagem aparecerá na tela e você irá diretamente na opção salvar como e escolherá o formato JPEG.

Observe que do lado direito aparece uma tela para salvar a qualidade e você tem que marcar 100%.
Pronto, é só clicar em salvar que o arquivo aparecerá na pasta que escolheu em formato JPGE.

Então, sabendo como salvar o arquivo para se ter uma boa qualidade de fotografia, vamos falar como fazer uma página de scrapbooking de digital.

A primeira coisa a se fazer é criar uma pasta no computador com acessórios para scrapbooking digital (Kits completos, papéis, frames, elementos, quickpages, etc), depois criar uma página para salvar seus scraps, assim, fica tudo mais organizado.
Para quem não pretende trabalhar comercialmente com o scrapbooking, uma solução é usar kits e elementos de scrap free, os quais você pode obter em vários blogs, mas é de uso apenas pessoal e sendo comercial o uso, compre seus kits.
No meu Blog, do lado direito há um título scrapbooking digital com vários blogs que são legais e sempre possuem freebies, fica aí a dica.

Então vamos lá, atendendo a pedidos de algumas amigas que perguntam como faço minhas páginas.

Primeira coisa a fazer ao abrir o PowerPoint é configurar a página e para tanto você precisa saber o que quer fazer.
As páginas de scrap são tradicionalmente quadradas e você pode fazer 20x20, 30x30 e terá que imprimir em uma gráfica rápida.
 Se quiser revelar em uma loja fotográfica, os padrões tradicionais são 10x15, 15x21 e 20x25 e apesar de não serem padrões para scrap, nada impede você de trabalhar com padrões fotográficos.
Neste caso sugiro que ao revelar peça para ser em papel fosco, pois o resultado final é mais bonito.
Não sei o motivo, mas no Blog em que aprendi a fazer scrap, havia a sugestão de sempre se dobrar o tamanho da página, pois grarante uma qualidade melhor.
Então se quer imprimir em 20x20, configure em 40x40, se quer revelar em 15x21, configure para 42x30, se quer 20x25, configure para 50x40 e se quer 10x15, faça 30x20.
Acredito que esta dica seja para PowerPoint e não necessária em outros programas.
Se o seu programa for 2007, abra e clique em Design na barra de ferramentas em cima.
Então clique em configurar página e escolha a opção personalizar:

Então coloque o tamanho que quiser e marque a opção retrato ou paisagem, conforme o padrão que melhor lhe atender:
Vou fazer uma típica página de scrap quadrada no tamanho 20x20, então vou marcar 40x40 e marcar a opção paisagem.
Então a tela fica assim:
Clique nos traçados dos retangulos de título e subtítulo e delete.
Primeira coisa a fazer é selecionar a foto, pois através dela é que você vai escolher os elementos de fundo(papéis), os elementos decorativos que melhor combinam com as cores da foto.
Então escolhi uma foto, copiei e colei na área branca:
No caso vou cortar a lateral da foto, para tanto clico uma vez na mesma e ela fica selecionada, então aparece na barra superior a opção formatar, clico nesta opção e no canto direito superior da tela aparece a opção cortar, clico nesta opção e vou cortar a foto até onde preciso.

Então agora vou aumentar a imagem, clicando fora da mesma para desfazer a marcação de corte e depois na imagem para aparecer os pontos na extremidade da foto, o qual eu arrasto somente em um dos lados opostos da foto, pois caso contrária a imagem fica desfigurada.

Então, para esta página vou escolher um frame, uma moldura para a foto.
Conforme o frame que escolha terá que ajustar o tamanho da foto, aumentando, diminuindo, cortando, as dimensões do frame você ajusta como quiser, depois de copiar o frame em sua pasta de scrapbooking, cole na página do powerpoint e ajuste até cobrir perfeitamente a área da imagem.
Preste atenção que muitas vezes um tipo de imagem não se adere bem ao modelo de frame, então o melhor modo é ficar fazendo testes até achar o que lhe agrada.
No caso em tela o frame já está bem decorado, então não preciso de muita coisa para trabalhar, apenas escolher um fundo e colocar um título.
Há opções também de se trabalhar imagens de formas diferentes, ( cículos, corações, nuvens) em outro post ensino como fazer.
Então agora é escolher um papel.
Você clica em design e aparece no canto superior direito estilos de plano de fundo.
 
Então você clica em formatar plano de fundo, preenchimento com imagem ou figura, Arquivo e vai procurar na sua pasta de scrapbooking o papel que melhor combine com a página.
Nesta etapa são vários teste, você pode ir visualizando até aplicar definitivamente o que lhe agrada.
Escolhido o plano de fundo, podemos colocar um título, um texto, uma poesia.

Neste caso como o frame já é bastante decorado vou apenas colocar o título "Férias".
Sugiro criar uma pasta com Alphas, dentro da pasta de scrap, fica mais fácil para trabalhar.
Então escolha um alpha que são alfabetos criados em scrapbooking, letras decoradas, ou se preferir, escolha uma fonte e digite o título ou mensagem que quiser na parte inferior da tela, depois copie e cole na página.
Se optar pelo alpha é só copiar e colar as letra e ajeitá-las na página, reduzindo ou ampliando seu tamanho da mesma maneira que fez com a imagem.
Agora está pronto, é só salvar em formato powerpoint, pois vc pode modificar depois se quiser e também em formato TIFF para poder depois converter em JPGE no irfanview, como explicado anteriormente.
Então clique em Arquivo, salvar como outro formato e escolha a opção TIFF.


Depois vai aparecer a opção para salvar slides e clique em apenas salvar o slide atual.
Vejamos como ficou:

terça-feira, 2 de março de 2010

Quando sou fraco, então é que sou forte.

"Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte" (2 Coríntios 12:10).
Conheci esta frase de São Paulo há muito tempo atrás e apesar de ser paradoxal, fiquei encantada com sua sabedoria e profundidade.
Usei-a por um bom tempo nos finais do e-mail que enviava, pois gosto de ter uma frase no rodapé do e-mail.
Retirar forças da fraqueza é algo esplendoroso, é uma capacidade que todo ser humano possui, principalmente aqueles que são positivos, que não desistem nunca, que possuem fé.
Vencer a fraqueza nos torna forte, a força não nasce do nada, ela é conquistada paulatinamente, toda vez que encaramos de frente nossos problemas, mesmo se sentimos medo, mesmo se sentimos insegurança, ao encarará-los ficamos fortalecidos.
Toda vez que insistimos em alcançar nossos objetivos, nossos sonhos, mesmo que fracassemos, quando tentamos novamente ficamos mais fortalecidos.
Toda vez que escutamos nosso coração e fazemos a coisa certa, mesmo que a razão grite mais alto que não,  pois sabemos que o sofrimento será inevitável, é claro que sairemos fortalecidos.
E principalmente quando nos entregamos inteiramente ao amor, abraçamos a fé, sabemos no nosso íntimo que as forças nos serão dadas para atravessar qualquer momento de dificultade, de abalo interior e as forças serão abastecidas trabalhando as nossas fraquezas, vencendo-as encontraremos o que nos faz mais felizes, mais iluminados, mais fortes, mais completos.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O símbolo perdido


Ontem acabei a leitura do livro o Símbolo Perdido, dentro da minha perspectiva de tempo ( 1 semana).
O livro é instigante, pois há uma linha tênue entre ficção e realidade...por exemplo, a história contada é ficção ( um empolgante suspense), mas os lugares em que os fatos se sucedem, as tecnologias usadas, ou mesmo a ciência noética citada várias vezes, são reais.
Aliás, nunca havia escutado o termo ciência noética, apesar de entender suas implicações e pesquisei na internet para saber se realmente existia esta ciência ou se era ficção do livro, sendo que na Wikipédia há uma página inteira explicando tal ciência, cito um trecho que faz alusão ao livro de Dan Brown:
"A noética é uma disciplina científica ainda pouco divulgada, não possui ainda uma estrutura ou um corpo de conceitos básicos bem definidos, sequer seu nome é reconhecido em larga escala - ainda que sua abordagem integradora e multirreferenciada já esteja em uso por muitos pesquisadores treinados na ciência convencional, que não se autodefinem como "noéticos" - e enfrenta ainda muita resistência de setores conservadores, mas, por contemplar uma multiplicidade de pontos de vista simultaneamente, tem crescido rápido.[1][18] Seu desenvolvimento acelerado é também fruto dos grandes avanços na tecnologia da informação, que ao obrigar a uma reestruturação das formas de armazenamento e distribuição de informação, tornou indispensável uma reflexão profunda a respeito da natureza, estrutura e procedimentos do próprio conhecimento em geral.[18] Recentemente a noética ganhou um destaque especial ao ser colocada como um dos temas principais do best-seller O Símbolo Perdido, de Dan Brown, que vendeu um milhão de cópias apenas no dia de seu lançamento.[28][29] Desde o seu lançamento, o website do Instituto de Ciências Noéticas registrou um aumento de 1200% no número de acessos, e o número de associados cresceu em 300% em comparação ao mesmo período do ano passado"
Enfim, o livro é  cheio de reviravoltas, surpresas, um emocionante suspense do início ao fim.
Uma leitura que vale a pena!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Valentine's Day

Hoje comemora-se o dia Internacional do Amor: Valentine´s Day.
Conforme fonte retirada do site nossasaopaulo.com.br, encontrei o significado desta data:
Origem
O feriado do dia dos namorados provavelmente origina-se da festa romana antiga de Lupercalia.
Ninguém sabe exatamente quem foi o Santo Valentine. De fato, os registros da igreja mostram o mesmo Santo Valentine nomeado por dois povos. Ambos foram jogados na cadeia.
O Primeiro Valentine:
Nos últimos dias de Roma, os lobos ferozes vagavam próximos às casas. Os romanos convidavam um de seus deuses, Lupercus, para manter os lobos afastados. Por isso, um festival era oferecido em honra de Lupercus e comemorado no dia 15 de fevereiro. Lembrando que o calendário era diferente naquele tempo.
Como um dos costumes do povo, no início do festival de lupercalia, os nomes das meninas romanas eram escritos em pedaços de papel e colocados em frascos. Cada homem escolheria um papel. A menina cujo nome era escolhido, devia ser sua namorada durante aquele ano.
Valentine era um padre em Roma, quando o cristinanismo era uma religião nova. O imperador nesse tempo, Claudius II requisitou que os soldados romanos não se casassem. Claudius acreditava que, como homens casados, seus soldados iriam querer permancer em casa com suas famílias ao invés de lutar nas guerras.
Valentine foi contra o decreto do imperador e casava secretamente os jovens. O padre foi preso e julgado à morte. Valentine morreu em 14 de fevereiro, no mesmo dia do feriado romano de Lupercalia. Após sua morte, Valentine foi considerado santo.
O Segundo Valentine:
O segundo Valentine foi preso por ajudar alguns cristãos. Enquanto na cadeia, apaixonou-se pela filha cega do carcereiro. Seu amor por ela e sua grande fé operaram um milagre, curando a sua cegueira.
Antes dele ser morto (diz-se que foi decapitado em 14 de Fevereiro do ano 269 D.C.), enviou-lhe uma mensagem de despedida assinada: "De seu Valentine". Esta frase tem sido usada, desde então, em cartas de amor.
O Feriado:
No ano 496, o Papa Celasius decidiu adotar 14 de Fevereiro para honrar a memória de St. Valentine (não se sabe ao certo qual dos dois, ou se os dois).
O feriado caiu no dia anterior ao festival romano de Lupercalia, em honra do deus Lupercus que protegia as colheitas e contra os lobos. Talvez de caso pensado para se ter uma festa cristã em contraponto ao festival pagão.
O festival de Lupercalia era comemorado em 15 de fevereiro. Com o passar dos anos, o "Valentine's Day" e o festival de "Lupercalia" foram unidos em um único feriado e transformaram-se em um momento mágico para se comemorar o amor e a afeição.
No BRASIL:
No Brasil, comeroramos o Valentine's Day como Dia dos Namorados, em 12 de Junho. ( meu aniversário).
Nos Estados Unidos:
Nos dias que antecedem a 14 de Fevereiro, as lojas, as livrarias e as drograrias apresentam uma grande variedade de cartões, chamados Valentines. De fato, o "Valentine's Day" é o segundo feriado mais comemoradonos EUA, somente atrás do natal, em número de cartões enviados através dos correios. Há Valentines (cartões) especiais, com as mensagens dirigidas a membros específicos da família.
O Cupido, outro símbolo do feriado, tornou-se associado a ele porque era o filho de Venus, deusa romana do amor e da beleza e aparece freqüentemente nos cartões do Valentine's Day. Para os namorados e amigos, há Valentines em qualquer estilo imaginável: sentimentais, tímidos, sofisticados, humoristas e até desafiadores.
Os adultos normalmente compram Valentines para acompanhar um presente mais elaborado, tal como doces, flores ou perfumes. Os estudantes aprecíam comprar ou fazer Valentines para seus amigos e professores.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Carta entre Amigos.


Aproveitei a internação de Fernando na quinta-feira para terminara leitura que havia começado  na segunda: Carta entre Amigos, de Padre Fábio de Melo e Gabriel Chalita.
Como ficaria ansiosa esperando o término da cirurgia, nada melhor que uma boa leitura para ajudar o tempo passar e para ocupar a nossa mente de forma descontraída.
Gostei muito das cartas, esta é a composição do livro, cartas trocadas entre amigos que abrem o coração e discursam sobre os mais variados temas ( amor, medo, morte, solidão, inveja, etc.).
O legal é que os dois autores são excelentes, cada carta é bela, tem uma essência profunda, muita reflexão, sinceridade e com certeza é um livro que vale a pena ler, bem como um livro que vale presentear.
Gosto de frases atribuída a Mário Quintana ( o qual sou apaixonada) que fala sobre livros:

"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem."  e " O verdadeiro gentleman compra sempre três exemplares de cada livro: um para ler, outro para guardar na estante e o último para dar de presente".

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A cabana e projeto Missy

Sexta-feira passada acabei a leitura do Livro a Cabana.
Ao final do Livro o autor fala de um projeto que visa proporcionar a divulgação do livro, pedindo para que as pessoas doem para entidades, bem como presenteiem amigos e familiares com um exemplar.
Acabei acatando a idéia antes mesmo de conhecer este projeto, pois havia presenteado 2 amigas queridas com o livro A cabana.
Assim que tiver oportunidade vou presentear outra amiga, agora ciente do objetivo do projeto.
Quanto ao livro, não posso deixar de negar que o fundo em que o contexto é trabalhado é muito triste, pois mergulhamos na dor profunda de um pai que perde sua filha caçula em um assassinato brutal realizado por um serial killer, o qual sequestra e mata crianças, não deixando pistas concretas para sua captura, nem ao menos os corpos são encontrados.
O livro retrata a dor e dúvidas deste pai que não entende porque Deus deixou, permitiu que algo tão ruim acontecesse com sua inocente filha Missy, de apenas 6 anos de idade.
É maravilhoso como o autor trabalha a figura de Deus, Jesus e do Espírito Santo, como nos leva a entender estas três  personificações.
Não vou me aprofundar no tema, mas digo que vale a pena embarcar nesta viagem para A Cabana e descobrir o imenso amor de Papai para com seus filhos.
Uma leitura esclarecedora e que nos abre uma nova realidade de Deus, Jesus e o Espiríto Santo.
Eu confesso que houve uma parte em especial da leitura em que me segurei para não chorar...
Foi o momento em que na cachoeira o pai vê sua filha Missy brincando com os irmãos e ela se aproxima dele, parecendo perceber que  seu pai está ali, atrás daquelas águas cristalinas...a troca de olhares, os gestos, tudo possui uma intensidade, uma emoção que toca nosso coração.
Talvez por eu ter filhos a emoção desta cena me tocou profundamente...
Ao final do livro fica a indagação se aquela experiência realmente aconteceu, mas fica também a certeza que o autor estava compondo sua obra através do Espiríto Santo de Deus, o qual guiava sua mente, sua mão para traçar esta história que merece ser divulgada e conhecida, principalmente para as pessoas que fazem a pergunta: Por quê?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sobre Simplicidade e Sabedoria

"Pediram-me que escrevesse sobre simplicidade e sabedoria. Aceitei alegremente o convite sabendo que, para que tal pedido me tivesse sido feito, era necessário que eu fosse velho.
Os jovens e os adultos pouco sabem sobre o sentido da simplicidade. Os jovens são aves que voam pela manhã: seus vôos são flechas em todas as direções. Seus olhos estão fascinados por 10.000 coisas. Querem todas, mas nenhuma lhes dá descanso. Estão sempre prontos a de novo voar. Seu mundo é o mundo da multiplicidade. Eles a amam porque, nas suas cabeças, a multiplicidade é um espaço de liberdade. Com os adultos acontece o contrário. Para eles a multiplicidade é um feitiço que os aprisionou, uma arapuca na qual caíram. Eles a odeiam, mas não sabem como se libertar. Se, para os jovens, a multiplicidade tem o nome de liberdade, para os adultos a multiplicidade tem o nome de dever. Os adultos são pássaros presos nas gaiolas do dever. A cada manhã 10.000 coisas os aguardam com as suas ordens (para isso existem as agendas, lugar onde as 10.000 coisas escrevem as suas ordens!). Se não forem obedecidas haverá punições.
No crepúsculo, quando a noite se aproxima, o vôo dos pássaros fica diferente. Em nada se parece com o seu vôo pela manhã. Já observaram o vôo das pombas ao fim do dia? Elas voam numa única direção. Voltam para casa, ninho. As aves, ao crepúsculo, são simples. Simplicidade é isso: quando o coração busca uma coisa só.
Jesus contava parábolas sobre a simplicidade. Falou sobre um homem que possuía muitas jóias, sem que nenhuma delas o fizesse feliz. Um dia, entretanto, descobriu uma jóia, única, maravilhosa, pela qual se apaixonou. Fez então a troca que lhe trouxe alegria: vendeu as muitas e comprou a única.
Na multiplicidade nos perdemos: ignoramos o nosso desejo. Movemo-nos fascinados pela sedução das 10.000 coisas. Acontece que, como diz o segundo poema do Tao-Te-Ching, “as 10.000 coisas aparecem e desaparecem sem cessar.“ O caminho da multiplicidade é um caminho sem descanso. Cada ponto de chegada é um ponto de partida. Cada reencontro é uma despedida. É um caminho onde não existe casa ou ninho. A última das tentações com que o Diabo tentou o Filho de Deus foi a tentação da multiplicidade: “Levou-o ainda o Diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a sua glória e lhe disse: ‘Tudo isso te darei se prostrado me adorares.’“ Mas o que a multiplicidade faz é estilhaçar o coração. O coração que persegue o “muitos“ é um coração fragmentado, sem descanso. Palavras de Jesus: “De que vale ganhar o mundo inteiro e arruinar a vida?“ (Mateus 16.26).
O caminho da ciência e dos saberes é o caminho da multiplicidade. Adverte o escritor sagrado: “Não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne“ (Eclesiastes 12.12). Não há fim para as coisas que podem ser conhecidas e sabidas. O mundo dos saberes é um mundo de somas sem fim. É um caminho sem descanso para a alma. Não há saber diante do qual o coração possa dizer: “Cheguei, finalmente, ao lar“. Saberes não são lar. São, na melhor das hipóteses, tijolos para se construir uma casa. Mas os tijolos, eles mesmos, nada sabem sobre a casa. Os tijolos pertencem à multiplicidade. A casa pertence à simplicidade: uma única coisa.
Diz o Tao-Te-Ching: “Na busca do conhecimento a cada dia se soma uma coisa. Na busca da sabedoria a cada dia se diminui uma coisa.“
Diz T. S. Eliot: “Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?“
Diz Manoel de Barros: “Quem acumula muita informação perde o condão de adivinhar. Sábio é o que adivinha.“
Sabedoria é a arte de degustar. Sobre a sabedoria Nietzsche diz o seguinte: “A palavra grega que designa o sábio se prende, etimologicamente, a sapio, eu saboreio, sapiens, o degustador, sisyphus, o homem do gosto mais apurado. “A sabedoria é, assim, a arte de degustar, distinguir, discernir. O homem do saberes, diante da multiplicidade, “precipita-se sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a qualquer preço.“ Mas o sábio está à procura das “coisas dignas de serem conhecidas“. Imagine um bufê: sobre a mesa enorme da multiplicidade, uma infinidade de pratos. O homem dos saberes, fascinado pelos pratos, se atira sobre eles: quer comer tudo. O sábio, ao contrário, para e pergunta ao seu corpo: “De toda essa multiplicidade, qual é o prato que vai lhe dar prazer e alegria?“ E assim, depois de meditar, escolhe um...
A sabedoria é a arte de reconhecer e degustar a alegria. Nascemos para a alegria. Não só nós. Diz Bachelard que o universo inteiro tem um destino de felicidade.
O Vinícius escreveu um lindo poema com o título de “Resta...“ Já velho, tendo andado pelo mundo da multiplicidade, ele olha para trás e vê o que restou: o que valeu a pena. “Resta esse coração queimando como um círio numa catedral em ruínas...“ “Resta essa capacidade de ternura...“ “Resta esse antigo respeito pela noite...“ “Resta essa vontade de chorar diante da beleza...“. Vinícius vai, assim, contando as vivências que lhe deram alegria. Foram elas que restaram.
As coisas que restam sobrevivem num lugar da alma que se chama saudade. A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou. Aprovadas foram as experiências que deram alegria. O que valeu a pena está destinado à eternidade. A saudade é o rosto da eternidade refletido no rio do tempo. É para isso que necessitamos dos deuses, para que o rio do tempo seja circular: “Lança o teu pão sobre as águas porque depois de muitos dias o encontrarás...“ Oramos para que aquilo que se perdeu no passado nos seja devolvido no futuro. Acho que Deus não se incomodaria se nós o chamássemos de Eterno Retorno: pois é só isso que pedimos dele, que as coisas da saudade retornem.
Ando pelas cavernas da minha memória. Há muitas coisas maravilhosas: cenários, lugares, alguns paradisíacos, outros estranhos e curiosos, viagens, eventos que marcaram o tempo da minha vida, encontros com pessoas notáveis. Mas essas memórias, a despeito do seu tamanho, não me fazem nada. Não sinto vontade de chorar. Não sinto vontade de voltar.
Aí eu consulto o meu bolso da saudade. Lá se encontram pedaços do meu corpo, alegrias. Observo atentamente, e nada encontro que tenha brilho no mundo da multiplicidade. São coisas pequenas, que nem foram notadas por outras pessoas: cenas, quadros: um filho menino empinando uma pipa na praia; noite de insônia e medo num quarto escuro, e do meio da escuridão a voz de um filho que diz: “Papai, eu gosto muito de você!“; filha brincando com uma cachorrinha que já morreu (chorei muito por causa dela, a Flora); menino andando à cavalo, antes do nascer do sol, em meio ao campo perfumado de capim gordura; um velho, fumando cachimbo, contemplando a chuva que cai sobre as plantas e dizendo: “Veja como estão agradecidas!“ Amigos. Memórias de poemas, de estórias, de músicas.
Diz Guimarães Rosa que “felicidade só em raros momentos de distração...“ Certo. Ela vem quando não se espera, em lugares que não se imagina. Dito por Jesus: “É como o vento: sopra onde quer, não sabes donde vem nem para onde vai...“ Sabedoria é a arte de provar e degustar a alegria, quando ela vem. Mas só dominam essa arte aqueles que têm a graça da simplicidade. Porque a alegria só mora nas coisas simples. (Rubem Alves- Concerto para corpo e alma, pg. 09.)

A cabana- Michael W. Smith

Ontem não consegui dormir, acho que o cochilo da tarde atrapalhou o meu sono, então resovi levantar por volta das 23:00 horas e começar a ler o livro "A cabana", o qual comprei esta semana que passou.
Li até 12:30 horas e parei no momento em que Mack retorna ao local em que viveu seu pior pesadelo: o assassinato de sua filha caçula, para um suposto encontro com Deus. 
Confesso que estou ansiosa para ler sobre este encontro e o que acontecerá...
Este livro me foi muito bem recomendado, tanto que presentei 2 amigas sem ao menos lê-lo anteriormente, ou seja, confiei que era um bom presente.
Em breve saberei dizer o que achei sobre o livro...
Eis a sinopse:
"Esta história deve ser lida como se fosse uma oração, a melhor forma de oração, cheia de ternura, amor, transparência e surpresas. Se você tiver que escolher apenas um livro de ficção para ler este ano, leia A cabana." - Michael W. Smith
Publicado nos Estados Unidos por uma editora pequena, A Cabana revelou-se um desses livros raros que, por meio do entusiasmo e da indicação dos leitores, se torna um fenômeno de público: já são quase dois milhões de exemplares vendidos.
Durante uma viagem em um fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas em uma cabana abandonada.
Após quatro anos vivendo em uma tristeza profunda, causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.
Apesar de desconfiado, ele vai ao local do crime em uma tarde de inverno e adentra passo a passo no cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.
Em um mundo tão cruel e injusto, A Cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?
As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar a sua vida de forma tão profunda quanto transformou a dele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Epitáfio

Recebi uma mensagem de Rubem Alves feita em pps cujo título era escutatória, gostei tanto que até postei aqui no blog.
No final da mensagem havia uma frase atribuída ao mesmo autor:"Aquilo que o coração ama fica eterno".
Gostei da frase, achei simples e verdadeira, aliás, achei perfeita.
As vezes naqueles momentos em que a gente pensa na morte (afinal ela é certa, então de vez em quando temos que pensar...) eu fico imaginando o depois, não somente a parte da alma e o que vem depois da morte, mas também a parte objetiva, concreta, como será a sepultura, se vou ser enterrada ou cremada, se minha família visitará meu túmulo alguns dias do ano ( aniversário, dia das mães) e qual seria o epitáfio escrito em minha lápide.
Acho que em vida é que devemos deixar clara a nossa vontade.
Até hoje não havia encontrado uma frase que realmente gostasse, até ler a mensagem de Rubem Alves e decidir que este será meu epitáfio: "Aquilo que o coração ama fica eterno".
Se for a vontade de Deus espero demorar muito para utilizá-lo, mas não podia deixar de registrar meu desejo.
Não estou com pensamentos fúnebres, pelo contrário, mas buscava uma frase para este momento em que se encerra a vida há muito tempo, já havia pesquisado epitáfios na internet e e sem procurar a frase ideal  apareceu .
Fui pesquisar a autoria da frase e encontrei este texto de Rubem Alves que achei muito pertinente com o tema em questão.
Nele o autor cita a frase de Adélia: "Aquilo que a memória ama fica eterno", as frases são parecidas, mas prefiro a primeira, que em vez de memória fala em coração. 

COMEMORAR, RECORDAR
(Rubem Alves)

É preciso preparar a alma com antecedência para o evento. O tempo da "comemoração" se aproxima. Comemorar quer dizer "trazer de novo à memória". Para quê? Para que se cumpra o ditado popular que diz "recordar é viver". Dentre todos os seres vivos os seres humanos são os únicos que se alimentam do passado. Eles comem aquilo que já deixou de existir.
Proust deu o nome de "Em Busca do Tempo Perdido" à sua obra clássica. Se está perdido irremediavelmente no passado, por que se entregar à tarefa inútil de procurá-lo?
Por fora, no mundo cotidiano do trabalho, estamos em busca de coisas novas. Mas a alma, nas penumbras em que mora, vive à procura de coisas velhas. Alma é saudade. Saudade é a inclinação da alma na direção das coisas amadas que se perderam. Foram perdidas e, a despeito disso, continuam presentes como dor: "...Que a saudade dói latejada, é assim como uma fisgada no membro que já perdi..." Saudade é a presença de uma ausência.
Para a saudade não existe cura. Tudo o que podemos dar a ela como consolo é inútil. Por isso, Fernando Pessoa escreveu: "Mas por mais rosas e lírios que me dês, eu nunca acharei que a vida é bastante. Faltar-me-á sempre qualquer coisa, sobrar-me-á sempre de que desejar..." A alma é como um queijo suíço, toda cheia de buracos que doem no seu vazio...
Há um esquecer que é uma felicidade. É como mar que limpa e alisa a areia que os humanos haviam pisado na véspera sem pedir desculpas. Já tive essa estranha sensação bem cedo na praia diante da areia lisa, um sentimento de culpa por machucá-la com meus pés... O esquecimento alisa a areia. Tudo fica puro, como se fosse a primeira vez. Isso, do lado de fora. Mas lá no fundo, onde mora a saudade, não há esquecimento. Porque lá só moram as coisas que foram amadas. E o amor não suporta o esquecimento. "Aquilo que a memória ama fica eterno", escreveu a Adélia.
Há a estória daquele homem dilacerado pela dor da saudade de sua amada que morrera. Em desespero, dirigiu-se aos deuses pedindo que a devolvessem. "A morte é mais forte que nós", responderam os deuses. "Não podemos devolver o que a morte levou. Mas podemos pôr um fim ao seu sofrimento. Podemos fazê-lo esquecer a sua amada. Podemos curá-lo da saudade..." Horrorizado o homem respondeu: "Não, mil vezes não! Pois é o meu sofrimento que a mantém viva junto de mim!"
Palavra boa para dizer isso, parente de "comemorar", é "re-cordar". Pus o hífen de propósito para destacar o "cordar", que vem do latim "cor", que quer dizer "coração". Há memórias que moram na cabeça, muito úteis. Se nos esquecemos delas, cuidado! Pode ser Alzheimer se anunciando! Essas memórias não doem, são informações que levamos no bolso, ferramentas. Mas há outras memórias que moram no coração, são parte da gente. O Chico sabia e escreveu: "Oh pedaço arrancado de mim..."
Já estou preparando a minha alma para o evento. O Natal vai fisgar o membro que já perdi. Perdi a minha infância. Gostaria mesmo era de ir para um mosteiro, longe de comilanças, presentes e risos. Num mosteiro eu poderia experimentar a bem-aventurança na alma que Fernando Pessoa descreveu como a alegria de não precisar de estar alegre... Eu gosto da minha tristeza natalina. Ela é verdadeira. Sou como aquele apaixonado que não queria ser curado da saudade...

RUBEM ALVES


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Escutatória- Rubens Alves

ESCUTATÓRIA



Rubem Alves

"Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.
Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise...) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada...“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.
Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não “evangélico“), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.“ Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.“ Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.“ E assim vai a reunião.
Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino...“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto... "(O amor que acende a lua, pág. 65.)



OBS: Achei muito profundo este texto, sou suspeita pois gosto muito dos livros deste mineiro, Rubem Alves, mas se pararmos para ouvir a mensagem não há como negar que ele tem completa razão, como é difícil a arte de saber ouvir com a alma, com o coração e como é fantástico saber escutar o silêncio...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Receita Quibe assado recheado

Ontem fiz pela primeira vez uma receita que há algum tempo queria experimentar e ficou muito bom.
Na realidade vi passando na TV uma receita de quibe assado há meses atrás e achei interessante, pois é uma maneira de evitar frituras.
Pesquisei na internet e gostei de 2 receitas e então inventei a minha, misturando ingredienets de uma receita e de outra.
Minha filha Amanda ficou com receio de dar errado, pois eu estava inventando uma terceira receita, mas deu duto certo e ficou delicioso, tanto que estou arquivando aqui no blog, para evitar que eu me esqueça de como eu fiz.
Quibe assado recheado:
Ingredientes:
500g de carne moída;
3 xícaras de trigo para quibe
3 xícaras de água fervente;
3 colheres de  sopa de azeite;
2 tomates sem casca e sem semente picados em cubos pequenos;
1 cebola pequena picada em cubos;
Hortelã a gosto picadinho;
Sal a gosto;
Pimenta do reino a gosto;
Molho de pimenta a gosto;
Grill tempero para carne a gosto;
Molho Inglês a gosto;
Suco de 1/2 limão;
500 g de mussarela fatiado;
azeite para untar;
1 colher de sopa de trigo;
1 ovo;
Requeijão a gosto;

Modo de fazer:
1. Hidrate o trigo em água fervente (para cada xícara de trigo 1 de água);
2. Quando estiver frio, misture a cebola, a  hortelã, a carne moída, sal, ovo, trigo, azeite, limão, temperos e o tomate, misture bem, até obter uma massa consistente;
3. Unte uma forma forrada com papel alumínio com azeite, disponha metade da massa de quibe, em seguida faça camadas de mussarela, e salpique colheradas de requeijão por toda superfície;
4. Disponha o restante da massa, faça cortes como se fosse fatiar e regue com azeite e leve ao forno por 30 minutos.
o Obs.: Se preferir, altere os ingredientes do recheio ao seu modo, usando bacon, azeitona, presunto, calabresa, salsa, cebolinha ou como preferir.


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A mulher invisível

Férias quando não é sinônimo de viagem, é de filmes e livros.
Esta última semana fizemos uma verdadeira maratona de filmes e não procuramos apenas lançamentos, mas princialmente bons filmes que não tivemos oportunidade de assistir.
Gosto muito de comédia romântica e suspense inteligente.
Dentre os filmes que assistimos eu achei sensacional "A mulher invisível", um filme brasileiro com Selton Mello e Luanna Piovani.
Algumas cenas eram realmente hilárias e deu para dar boas gargalhadas.
E como eu amo finais felizes, o filme foi perfeito.


Sinopse:
"Pedro - Selton Mello - é o tipo de homem que acredita no casamento. Porém, ele vê seu mundo desabar ao ser abandonado pela sua mulher, Marina, ao saber que ela está grávida de um milionário americano e vai se casar. Pedro fica completamente desiludido depois do ocorrido, preocupando seu amigo Carlos - Vladimir Britcha - - e sua vizinha Vitória - Maria Manoella - que tem um amor platônico por ele. Certo dia, ele atende a porta e dá de cara com a mulher mais bonita do mundo segurando uma xícara vazia - Luana Piovani - que diz que é sua nova vizinha, Amanda, e precisa de açúcar. Pedro se apaixona por ela, que é a mulher perfeita para ele. Mas Amanda tem um único defeito: ela não existe de verdade. 
Cláudio Torres escreveu o papel de uma mulher ideal para a atriz Luana Piovani. Lisonjeada, ela não pensou duas vezes antes de aceitar o projeto e agora poderá ser vista em A Mulher Insivível, ao lado de Selton Mello.

O filme de Cláudio Torres, coloca o carismático Selton Mello como Pedro, um homem descrente no amor após um quase casamento frustrado. A sorte muda quando a sensual Amanda (Piovani) aparece em seu prédio e cai nos braços do pobre solitário: além de ser uma dona de casa aplicada, inteligente, sensível e amante de futebol, a nova paixão esbanja apetite sexual. O problema é que Amanda não existe e inferniza a vida de Pedro nos momentos mais impróprios.
A fórmula parece perfeita para atingir ao público local. Daniel Filho está envolvido no projeto, o que é garantia de risadas. E, claro, as cenas de Luana Piovani vestida de dominatrix, de colegial ou até mesmo pouco vestida devem chamar a atenção de marmanjos avessos às comédias românticas.
Luana contou na coletiva de imprensa de divulgação do filme, coisas bem interessantes, como, ela usou sua própria lingerie durante as gravações. “Foi bem melhor porque já sei o que cai bem e não precisei ficar provando 40 peças para cada cena”, afirmou a loira."




sábado, 2 de janeiro de 2010

Ano novo

"Ontem foi embora. Amanhã ainda não veio. Temos somente hoje, comecemos."



2010 chegou e com ele as esperanças se renovam.
A chegada de um novo ano é fundamental para renovarmos as energias, para novos começos, para abrirmos os nossos corações para novos objetivos, para novos sonhos ou mesmo para acreditar que desta vez os velhos sonhos podem se realizar.
Desde 2009 tenho metalizado que em 2010 meus sonhos se concretizariam ...pois é, o ano passado passou voando e dia 1º de janeiro começou para mim mais 365 oportunidades para realizar meus desejos mais latentes: passar em um concurso e casar na igreja com meu amor. A respeito vale citar:
“Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. Nós vamos pôr palavras nele. O livro chama-se Oportunidade e seu primeiro capítulo é o Dia de ano novo.” (Edith Lovejoy Pierce)
O primeiro passo já dei pois começo o cursinho preparatório em fevereiro.
Espero que tenha muita força de vontade, garra, determinação para alcançar meu objetivo.
Falando em Ano Novo, deixo aqui um texto em que vi algo especial:
"Mais um ano está chegando ao fim, e na beleza das noites iluminadas, os sonhos de muitos corações se preparam para a viagem à procura de suas realizações, que ocorrerá durante todo o ano vindouro.
A mesma ocorreu no ano que por hora se finda.
Sonhos saíram, alguns já voltaram sorrindo e outros, de mãos vazias, aguardam a chegada do novo ano, para seguir numa nova busca.
A realização para os sonhos de alguns, quase sempre, se perde na metade do caminho, mas, se Deus quiser, ainda terão muitos outros anos para encontrá-la.
Sabemos disso porque enquanto o ser humano tiver Deus do lado, fôlego de vida, família e amigos, estará no caminho certo e seus sonhos jamais deixarão de existir.
Desejo do fundo do meu coração que, cada vez que seus sonhos seguirem viagem, eles sempre voltem para sua vida transbordando de realizações.
Que o natal seja um passaporte para que seus sonhos embarquem na “Viagem das Realizações” do ano novo e que não voltem sem a conquista dos objetivos que motivaram a mesma.
E quando a meia-noite trouxer o Novo Ano para o mundo e os fogos de artifício anunciarem a sua chegada, nossos sonhos sairão por aí...
Que Deus tome a frente e que nas noites sem luar, as estrelas brilhem mais forte, iluminando o longo caminho.
Que no próximo ano possamos ainda ser amigos e esperarmos juntos a chegada dos nossos sonhos que partiram, comemorando com imensas taças de amizade verdadeira a vinda e a realização de cada um".

FELIZ ANO NOVO!!!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009

Primeiramente quero agradecer a Deus pelo ano que se finda.
Olhando para trás posso dizer que 2009 foi um ano magnífico para meu amor, ele foi promovido merecidamente e voltamos para Minas Gerais, podendo assim, ficarmos mais próximos de  nossas famílias e amigos.
Maria Luísa começou a estudar.
Começei a sentir novamente que eu tinha um lar e não um local provisório para morar, fato que ocorreu em 2007 e 2008.
Foi um ano de colocar a casa em ordem, literalmente, mudamos de cidade e ajeitamos aos poucos o nosso cantinho...
Profissionalmente foi um ano em que fiquei estagnada, não fiz realmente nada, não estudei, não advoguei.
Foi o ano dedicado aos filhos, principalmente ao caçula que está com 1 ano e 7 meses.
Sentimentalmente também foi um ano fantástico, a cada dia que passa me apaixono mais e mais pelo meu marido e a recíproca é certamente verdadeira.
Tocando neste assunto também foi um ano de vitória, pois consegui a anulação do casamento religioso e se Deus quiser poderei em 2010 casar na Igreja com meu amor e recebermos a benção de Deus.
Como hobby em 2009 aprendi um pouco a arte do scrapbooking digital e fiz vários trabalhos pessoais que me divertia e relaxava.
Neste ano que termina também  iniciei o projeto 101 coisas em 1001 dias e as metas que determinei para serem cumpridas acredito realmente poder alcançá-las e o projeto é algo que me motiva.
Aprendi um pouco sobre vinhos.
Li vários livros.
Fiz minha matrícula no cursinho preparatório para concursos e começo a estudar em fevereiro de 2010.
Resumido, 2009 foi um ano abençoado, a única coisa que posso dizer que não foi legal, é o fato de Ticiana e Amanda terem ficado com meus pais para terminarem o ano letivo, mas graças a Deus já estão matriculadas e estarão conosco novamente em 2010.
Obrigada Senhor por mais um ano de vida, de saúde, felicidade, de um ano ao lado da minha família, obrigada pelo trabalho de Fernando, pelos meus pais, irmãos, por tudo que passamos em 2009, mesmo as dificudades, pois também são necessárias para nosso crescimento.
Espero que 2010 seja um ano de sonhos realizados: casamento religioso e trabalho.
Que Deus continue olhando por nós.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Oração para o Natal

Celebração de Natal

Vamos neste momento parar por um instante, deixar calar a agitação da linda noite que antecede o Natal, para recordarmos que há mais de 2000 anos atrás nasceu lá em Belém o Menino Jesus, Filho de Deus Pai e que o seu nascimento deu início a uma revolução, uma imensa transformação no mundo, qual seja, a revolução do amor.

Durante sua permanência aqui na Terra, o filho de Deus nos ensinou a cada gesto, palavra, parábola a amar e perdoar.
Então vamos celebrar em família mais um Natal, o Natal de 2009 e primeiramente agradecermos pelo ano que se finda, por todas as bençãos derramadas em nossas vidas e também pelas dificuldades que possivelmente tivemos e por tê-las superado.
Vamos agradecer a Deus o presente que nos concedeu: JESUS.
Vamos agradecer a JESUS por ter nos amado tanto a ponto de se deixar ser flagelado na cruz.
Vamos ressaltar nesta oração que o Natal é muito mais que presentes, luzes, cores, ceia, Noel.
Natal é Jesus, é o aniversário do nosso Salvador e Redentor, Natal é então amor.

Primeiro Cântico de natal:


1. Num berço de palha dormia Jesus,
0 meigo Menino, coberto de luz,
Num rude presépio, à noite, em Belém,
Enquanto as estrelas brilhavam além.
2. Acorda o Menino o gado a mugir,
Mas Ele não chora, Se põe a sorrir.
Eu Te amo, Menino nascido em Belém;
Ó, guia meus pés no caminho do bem.
3. Bem perto de nós permanece, ó Senhor,
Guardando-nos sempre com Teu santo amor;
Contigo queremos pra sempre ficar;
Ó, dá-nos entrada no Teu doce lar.

1. Reflexão:


Para nós, onde Jesus nasceu?

Perguntemos a Maria de Magdala, onde e quando nasceu Jesus.
E ela nos responderá:
Jesus nasceu em Betânia.
Foi certa vez, que a sua voz, tão cheia de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova com a qual até então jamais sonhara.

*****

Perguntemos a Francisco de Assis o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus.
Ele nos responderá:
-Ele nasceu no dia em que, na praça de Assis entreguei minha bolsa, minhas roupas e até meu nome para segui-lo incondicionalmente, pois sabia que somente ele é a fonte inesgotável de amor.

*****

Perguntemos a Pedro quando se deu o nascimento de Jesus, e nos responderá:
Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifas, na noite em que o galo cantou pela terceira vez, foi no momento em que eu o havia negado.
Foi nesse instante que acordou minha consciência para a verdadeira vida.

*****

Perguntemos a Paulo de Tarso, quando se deu o nascimento de Jesus.
Ele nos responderá:
- Jesus nasceu na Estrada de Damasco quando, envolvido por intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava: Saulo, Saulo porque me persegue?
E na cegueira passei a enxergar um mundo novo quando eu lhe disse:
- Senhor, o que queres que eu faça?!

*****

Perguntemos a Joana de Cusa onde e quando nasceu Jesus.
Ela nos responderá:
- Jesus nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo em Roma, eu ouvi o povo gritar:
-Negue-o! Negue-o!
E o soldado com a tocha acesa dizendo:
-Este teu Cristo ensinou-lhe apenas a morrer?
Foi neste instante que, sentindo o fogo subir pelo meu corpo, pude com toda certeza e sinceridade dizer:
- Não me ensinou só isso, Jesus ensinou-me também a amá-lo.

*****
Perguntemos a Tomé onde e quando nasceu Jesus.
Ele nos responderá:
- Jesus nasceu naquele dia inesquecível em que ele me pediu para tocar as suas chagas e me foi dado testemunhar que a morte não tinha poder sobre o filho de Deus.
Só então compreendi o sentido de suas palavras:
Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

*****
Perguntemos à mulher da Samaria o que ela sabe sobre o nascimento de Jesus.
E ela nos responderá:
- Jesus nasceu junto à fonte de Jacob na tarde em que me pediu de beber e me disse:
- Mulher eu posso te dar a água viva que sacia toda a sede, pois vem do amor de Deus e santifica as criaturas.
Naquela tarde soube que Jesus era realmente um profeta de Deus e lhe pedi: - Senhor, dá-me desta água.

*****
Perguntemos a João Batista quando se deu o nascimento de Jesus
Ele nos responderá:
- Jesus nasceu no instante em que, chegando ao rio Jordão, pediu-me que o batizasse.
E ante a meiguice do seu olhar e a majestade da sua figura pude ouvir a mensagem do Alto:
- "Este é o meu Filho Amado, no qual pus a minha complacência!
" Compreendi que chegara o momento de ele crescer e eu diminuir, para a glória de Deus.

*****
Perguntemos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus?
Ele nos responderá:
- Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que visitou o meu túmulo e disse: - Lázaro! Levanta.
Neste momento compreendi finalmente quem Ele era...
A Ressurreição e a Vida!

*****
Perguntemos a Judas Iscariotes quando se deu o nascimento de Jesus-
Ele nos responderá:
- Jesus nasceu no instante em que eu assistia ao seu julgamento e a sua condenação.
Compreendi que Jesus estava acima de todos os tesouros terrenos.

*****
Perguntemos, finalmente, a Maria de Nazaré onde e quando nasceu Jesus.
E ela nos responderá:
-Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas, que eram focos de luzes guiando os pastores e suas ovelhas ao berço de palha.
Foi quando O segurei em meus braços pela primeira vez e senti se cumprir a promessa de um novo tempo através daquele Menino que Deus enviara ao mundo, para ensinar aos homens a lei maior do amor.

*****
E para nós, quando Jesus nasceu?
Deixe Jesus nascer em seu coração hoje, que Ele traga amor e paz a cada coração disposto a recebê-lo.
Que seja sempre Natal em nossas vidas, para que nunca nos falte a Esperança e a Alegria Cristã.

Segundo Cântico de Natal:


Ó vinde Adoremos.
Chegai-vos, ó crentes, vinde jubilosos
Sigamos a estrela do céu de Belém!
Eis que é nascido Cristo, Rei da glória!
CORO: Ó, vinde, adoremos!
Ó, vinde, adoremos!
Ó, vinde, adoremos o Rei Salvador!
Ó coros celestes, plenos de harmonia,
Univos aos povos, cantai com fervor!
Ó, dai hosanas, glória nas alturas!
CORO: Ó, vinde, adoremos!
Ó, vinde, adoremos!
Ó, vinde, adoremos o Rei Salvador!
Com altos louvores, glória a Deus rendemos,
Por CRisto que ao mundo desceu lá do além!
Oh! para sempre temos Deus conosco!
CORO: Ó, vinde, adoremos!
Ó, vinde, adoremos!
Ó, vinde, adoremos o Rei Salvador!

2. Oração


ORAÇÃO NO NATAL

Jesus, que neste Natal, Seu olhar de luz penetre nossa alma, como a brisa morna da primavera, e acorde a esperança adormecida sob as folhas secas das ilusões, dos medos, da indiferença, do desespero...
Que Seu perfume, suave como a ternura, envolva todo o nosso ser, confortando-nos e despertando a alegria que jaz esquecida por trás das lamúrias e distrações do caminho...
Que o bálsamo do Seu amor acalme as nossas dores, silencie as nossas queixas, socorra a nossa falta de fé.
Que, neste Natal, o calor da Sua bondade se derrame sobre o nosso Espírito e derreta o gelo milenar do egoísmo que nos infelicita e faz infelizes nossos semelhantes...
Que Seu coração generoso afine as cordas da harpa viva que vibra em nossa intimidade, e possamos cantar e dançar, até que o preconceito fuja, envergonhado, e não mais faça morada em nós...
Que o Seu canto de paz seja ouvido por todos os povos, do Oriente e do Ocidente, e as guerras nunca mais sejam possíveis entre a raça humana...
Que, neste Natal, Suas mãos invisíveis e firmes sustentem as nossas, e nos arranquem dos precipícios dos vícios, da ira, dos ódios que tanto nos infelicitam...
Que a água cristalina da Sua misericórdia percorra nossa alma e remova o lodo do ciúme, da inveja, do desejo de vingança, e de tantos outros vermes que nos corroem e nos matam lentamente...
Que o bisturi do Seu afeto extirpe a mágoa que se aloja em nosso íntimo e nos turva as vistas, impedindo-nos de ver as flores ao longo do caminho...
Que, neste Natal, a pureza da Sua amizade faça com que possamos ver apenas as virtudes dos nossos amigos, e os abracemos sem receio, sem defesas, sem prevenções...
Que Seu canto de liberdade ecoe em nós, para que sejamos livres como as falenas que brincam na brisa morna, penetrada pela suavidade da luz solar...
Que o sopro da Sua fé nos impulsione na direção das estrelas que cintilam no firmamento, onde não mais se ouvem gemidos de dor, e onde a felicidade plena já é realidade.
Ensine-nos, Jesus, a amar, a fazer desabrochar em nossa alma esse sol interior que nos fará luz por inteiro...
Ajude-nos a desenvolver o gosto pelo conhecimento, para que possamos encontrar a verdade que nos libertará da ignorância pertinaz...
E, por fim, Jesus, que neste Natal cada ser humano possa sentir a Sua presença sábia e amiga, convidando a todos a uma vida mais feliz...
Tão feliz que Sua mensagem não mais seja um tímido eco repercutindo em almas vacilantes, mas que seja uma grande melodia que vibra o amor em todos os cantos da Terra...

Tereceiro Cântico de Natal


Parabéns pra Jesus

Tudo que nós já vivemos.
Tudo que vamos viver.
Ele é quem sabe o motivo.
Ele é quem pode dizer.
Ele é quem sabe a verdade.
Ele é quem mostra o caminho.
E quem procura por Ele, não vive sozinho.
Ele é o pão e o vinho.
Ele é o princípio e o fim.
Ele é o Rei e o cordeiro.
Ele é o não e o sim.
Ele só quer alegria, risos e felicidade.
E paz na terra aos homens de boa vontade.
Vamos cantar parabéns pra Jesus,
comemorar parabéns pra Jesus.
Nos abraçar nessa noite feliz.
Em que o amor ascendeu sua luz.
Vamos cantar parabéns pra Jesus,
comemorar parabéns pra Jesus.
Nos abraçar nessa noite feliz.
A estrela guia do céu nos conduz.
Parabéns pra Jesus.
Ele é o melhor amigo.
Ele é o pai e o filho.
Ele é maior do que a morte.
É o destino e o trilho.
Ele é carinho mais doce.
Ele é a flor e a semente.
Ele é quem sabe o que existe aqui dentro da gente.
Ele é a água mais pura.
Ele é o sol e o luar.
Ele venceu o deserto e andou nas águas do mar.
Ele é o mestre dos sábios.
Ele é o Rei e o Senhor.
Ele por mim deu a vida, em nome do amor.
Vamos cantar parabéns pra Jesus,
comemorar parabéns pra Jesus.
Nos abraçar nessa noite feliz.
Em que o amor ascendeu sua luz.
Vamos cantar parabéns pra Jesus,
comemorar parabéns pra Jesus.
Nos abraçar nessa noite feliz.
A estrela guia do céu nos conduz.
Parabéns pra Jesus.
Parabéns pra Jesus (4x).

3. Para finalizar este momento de oração, de mãos dadas vamos rezar o Pai Nosso e a Ave Maria .

Cântico final:

Noite Feliz

Noite Feliz
Noite Feliz
Oh, Senhor
Deus do amor
Pobrezinho nasceu em Belém
Eis na lapa Jesus, nosso bem
Dorme em paz, oh! Jesus
Dorme em paz, oh! Jesus
Noite Feliz
Noite Feliz
Oh, Jesus
Deus da luz
Com afável é Teu coração
Que quisestes nascer
Nosso irmão
E a nós todos salvar
E a nós todos salvar
Noite Feliz
Noite Feliz
Eis que no ar vem cantar
Aos pastores e aos anjos do céu
Anunciando a chegada de Deus
De Jesus Salvador
De Jesus Salvador.

Natal 2009

Nossa, vários dias sem passar por aqui, no início por falta de tempo, mas desde dia 23 de dezembro não conseguia entrar no Blogger, a mensagem era que a página não podia ser exibida, e não somente no meu blog, mas em todos outros blogs que conheço...acredito que algum problema aconteceu...

Nem acreditei que agora consegui!
Bem, viajamos no dia 24 bem cedo e pegamos uma estrada lotada, mas graças a Deus sem problemas e chegamos bem!


Passamos o Natal na fazenda que era dos meus avós maternos e que hoje em dia é a casa de Tia Maria e Tio Pedro.
Estavam presentes meus pais, irmãs, meus sobrinhos, minha tia Maria, tia Otília, tio Beto e minha família.








Foi uma noite muito gostosa, comemoramos o nascimento do Menino Jesus como reza a tradição: família reunida, oração e música natalina que ficou todo o dia tocando, dando ao Natal um toque especial.
A ceia era composta por leitoa assada, peru, frutas ( cerejas, morangos, damasco, nozes, castanhas), vinhos, champagne, sucos,cerveja, e o cardápio tradicional.



Para sobremesa torta de frutas feita por minha mãe e um pudim de chocolate
O principal não faltou, muito amor no coração e a presença de Jesus em todo o momento.
Fiz uma pequena celebração, antes da Ceia refletimos sobre o Natal e cantamos.
Quando as crianças dormiram já exaustas de tanto brincarem, colocamos os presentes ao pé da árvore e fomos dormir.
Ao amanhecer Malu e Miguel encontraram seus presentes deixados pelo bom Velhinho Noel e ficaram curtindo.



No dia 25 fomos para o almoço de família que aconteceu na casa do tio Dadinho ( tio do meu marido) e reuniu toda a família.
Foi também um encontro emocionante, com uma dinâmica em que cada participante recebia um galho com uma palavra que significava algo ruim ( mentira, traição, preguiça, doença, etc) que devia ser deletado de nossas vidas e depois de ler em alta voz o "sentimento negativo", o galho era queimado.
Também teve a entrega das agendas que fiz para minha sogra e parece que todos gostaram e pude enfim sentir que esta missão foi cumprida.
O CD com as canções de natal que fiz para presentear os familiares ficou muito legal e todos gostaram.
Gosto muito do Natal, passá-lo em família, enfeitar a casa, de todos os preparativos, de elaborar a celebração.
Gostaria de ter postado com antecedência a celebração que havia feito para 2009, como este ano eram poucas pessoas reunidas achei melhor fazer algo pequeno, então coloquei 2 textos para refletirmos e 4 músicas para cantarmos.
Foi tudo muito bom, agradeço a Deus por mais um lindo Natal.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Praça da Liberdade e o Natal


Ontem fomos passear com as crianças e resolvemos levá-las à Praça da Liberdade, pois os enfeites de Natal estão um espetáculo, bem como é um local gostoso para passear ao ar livre.




Malu andou com sua bicicleta e Miguel ensaiou querer dar algumas pedaladas...não demora muito ele também estará curtindo os domingos em cima de uma bicicleta.


As crianças curtiram o passeio, comeram algodão doce, pipoca, Miguel ficou fascinado pelos cachorros que também passeavam com seus donos, tinha cãos de todos os tipos, cores, tamanhos e raças e Miguel só ficava gritando ao-ao, ao-ao toda vez que via um cachorro.


Eu aproveitei para tirar várias fotos e registrar o momento.
Não vejo a hora de ter uma máquina bacana e fazer meu curso de fotografia, é um hobby que quero muito aperfeiçoar.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Músicas Natalinas

Começei a gravar os CDs para a lembrança que darei aos amigos e familiares neste Natal.
Busquei na quinta-feira o  adesivo para colocar nos CDs, o qual  fiz a arte com a foto de Malu e Miguel e ficou uma gracinha.
Existem tantas músicas lindas de Natal, mas para este CD escolhi somente músicas em português.
As músicas que colocarei são:
  1. Simplesmente amar-(Vida Reluz )
  2. Quando Jesus Nasceu - Padre Irala
  3. Natal ano novo Onde Jesus nasceu
  4. Um bom natal
  5. É natal
  6. Jesus Alegria dos Homens
  7. Dia De Natal- Magia Musical
  8. Deixei meu sapatinho -XUXA
  9. DIA DE NATAL
  10. Maria e o anjo-(Anjos de Resgate )
  11. A Escolhida - Padre Jonas Abib
  12. Num Berço de Palha
  13. Ó, vinde, adoremos
  14. Natal é vida que nasce
  15. Oração de natal
  16. Vamos Festejar o Natal
  17. Natal de Luz
  18. Harpa de Natal
  19. Um Natal Brasileiro - Ivan Lins
  20. Um Feliz Natal (feliz navídad)- Ivan Lins
  21. Natal no Sertão-(Tonico e Tinoco )
  22. Noite Feliz-(Sandy )
  23. Volte nesse natal (Come home for Christmas)-(Roupa Nova)
  24. Natal Mágico ( Zezé Di Camargo & Luciano Com Xuxa )
  25. Natal Brasileiro - (Celine Imbert e Cristina Braga)
  26. Natal Branco
  27. Bate o Sino (Coro das Crianças)
  28. Natal - Clima de festa (Cristina Mel)
  29. Boas Festas-(Maria Bethania)
  30. NATAL FESTIVO-(LUIZ BORDON )
  31. O Primeiro Natal-(Jorge Camargo e Tirza )
  32. É Natal, É Amor-(Gabriel & Fábio Navarro )
  33. Então É Natal ( Com Zeca Pagodinho, Xuxa, Ivete Sangalo, Lulu Santos, Carlinhos Brown e Padre Marcelo Rossi )
  34. Cartão de Natal-(Elba Ramalho )
  35. O Homem de Nazaré-(Chitaozinho e Xororó )
  36. Presente De Natal-(Chitãozinho e Xororó)
  37. É Natal-(Chico Rey & Paraná )
  38. Vem chegando o Natal- (Aline Barros)
  39. ALEGRIA DE NATAL
  40. Parabéns pra Jesus-Part.Especial-Pe. Marcelo Rossi
  41. Natal Feliz Natal
  42. SE UMA ESTRELA APARECE
  43. ADESTE FIDELIS- QUE SEJA UM FELIZ NATAL
  44. Alegrem-se os Céus e a Terra
  45. Todo dia é dia de natal - (Eliana)
  46. Nasceu Jesus
  47. Oh! Noite Santa
  48. Amém é Natal-(Prisma Brasil)
  49. Natal no meu sertão-(Wesley Lourenço )
  50. Natal-(Chiquititas)
  51. Hoje é Natal
  52. Sentido do Natal- (Fernanda Brum)
  53. Todo dia é dia de Natal
  54. Um Natal pra relembrarmos
  55. O Natal e Jesus
  56. Eu adoro a Noite de Natal  (Xuxa)
  57. Natal das criancas- (Jane Duboc )
  58. Natal É Festa De Amor
  59. CHEGOU O NATAL-UM NATAL INESQUECÍVEL
  60. Estrela Guia -(Xuxa)
  61. Natal Todo Dia-( Roupa Nova).

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Taças de vinho e dicas sobre a taça correta

Recebi a revista deste mês da Mistral e hoje ao tomar o café da manhã resolvi dar uma folheada.
Acabei descobrindo algo interessante, pois sabia que existia taças para cada tipo de bebida: água, vinho tinto, vinho branco, champagne, licor, etc.
Porém, desconhecia que havia formas variadas de taças usadas conforme o tipo de uva que é fabricado o vinho.
Parece que as melhores taças de vinho do mundo é da marca Riedel.
É espetacular o fato que uma taça pode influenciar profundamente na qualidade do vinho.
Conforme Michel Bettane " é necessária uma boa dose de esforço e talento para produzir um grande vinho. Estes esforços podem ser arruinados rapidamente se o vinho não é servido corretamente. A qualidade do copo tem um papel crucial nisso, e Riedel produz a mais ampla gama de copos de alta qualidade, especificadamente ajustados aos mais importantes varietais do planeta.
Riedel torna possível apreciar completamente todas as nuances de aroma e sabor dos melhores vinhos do mundo".
A revista traz a linha  de taças chamada Sommelier, Vinum,Vinum XL, Grape, Vitis e Wine.
Uma taça da Linha Sommelier Para Bordeaux Gran Cru ( Bordeaux, Carbenet Sauvignon, Merlot, Sangiovese( 270mm/860ml) custa U$187.00.
Já a linha Vinum 2 taças Burgundy( Pinot Noir, Nebbiolo, Baga (210mm/700ml) custa U$ 99.80.
Então, vivendo e aprendendo!

Veja o vídeo da enófila Adriana Grasso.

Natal todo dia


Hoje minha irmã me ligou e pediu para eu criar uma mensagem de Natal para ela e o marido darem ao grupo da Pastoral Familiar.
Confesso que estava hiper atarefada, mas não podia recusar, até porque gosto de fazer este tipo de trabalho.
Porém como o tempo era curto, não pude fazer vários modelos para ela escolher e nem pesquisar mensagens.
Então resolvi usar a canção Natal todo dia, que descobri este ano, a qual amei, como texto da mensagem, a composição é de Roupa Nova.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Lembrança de Natal



Hoje fiz a arte para um CD que estou pretendendo gravar para presentear os amigos e familiares no Natal.
Fiquei vários dias selecionando músicas natalinas e achei canções incríveis, todas falando sobre o Natal.
Não sei trabalhar com programas de edição que já possuem o formato do CD, então tenho que calcular aproximadamente onde será o centro para deixar o espaço, evitando cortes na arte.
Havia feito a arte de um DVD para a lembrança do aniversário de minha sobrinha Alice e deu tudo certo.
Ano que vem vou aprender a trabalhar com o programas corretos, deve ser bem mais prático do que quebrar a cabeça como ando fazendo, mas o que importa é que no final tudo dá certo!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Carta para Papai Noel

Hoje Papai Noel buscou as cartinhas de Malu e Miguel e deixou para cada um uma imensa meia cheia de balas.
A carinha dela ao ver que sua cartinha não estava mais dentro da meia pendurada na árvore de Natal foi de surpresa.


Quando viu a meia cheia de balas ficou encantada e Miguel muito feliz, ele abriu um sorrisão.


Malu perguntou para mim: e o presente? Ele não deixou?
Então expliquei que Papai Noel apenas buscou a cartinha e ainda foi muito bonzinho deixando balas e que no Natal ele volta com seu presente.
Ao mesmo tempo que deixo a fantasia correr solta sobre as figuras natalinas, também conto a história de Jesus, do seu nascimento e falo o que realmente o Natal Significa.
Mas como ela só tem 5 anos e Miguel 1 aninho e meio, eles não entendem muito bem, é claro.
Acredito que a magia do Natal e seu encanto são plantados na memória da gente na infância, aliás, disto tenho certeza!
Por isto envolvo os pequenos em cada detalhe!