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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Save the Date descontraído, divertido, usando fotos do casal.

Achei bacana e muito criativa a ideia de se utilizar fotos do casal, com expressões características de felicidade e tristeza pelo comparecimento  ou não do convidado ao casamento.
Então, fica a dica aos noivinhos, mas a ideia pode ser usada em todas as festas que em se utiliza o cartão "reserve esta data".


domingo, 30 de janeiro de 2011

Vinho tinto Palo Alto- Reserva- Chile- 2008


Fiz uma relação de vinhos indicados em blogs especializados e compramos o Palo Alto para experimentarmos, indicação do Blog Vinhos bons e baratos.
O Palo Alto é um vinho de corte, Cabernet Sauvignon, Carmenere e Syrah.
Sua garrafa é bonita, idem a rolha.
No rótulo a descrição:
" Un solo vino proveniente del Valle del Maule. De color rojo profundo, donde la elegante presencia de la  madera junto a las notas de fruta fresca, le otorgan no carácter distintivo y elegante. Un vino ideal para acompanhar quesos, pastas y carnes rojas."
Compramos no Supermercado Carrefour por R$34,90.
Para acompanhar fizemos uma carne vermelha ( alcatra) em iscas, ao molho Barbacue servidas no pão italiano, o qual serve de cumbuquinha e fica delicioso para ser comido após o término da carne.
Gostamos do vinho e aprovamos a indicação, somente no início o cheiro do álcool estava marcante, mas nada que atrapalhasse e assim que o vinho "respirou", foi ficando mais agradável de beber. 

Pude observar que é um vinho com lágrimas em abundância ( agora já sei o que são as lágrimas e foi o primeiro vinho que observei este detalhe, dentre outras coisas).

Comentário retirado do Blog citado:

"Palo Alto Tinto Reserva 2007, mais um Concha y Toro de ótimo padrão.

Palo Alto é o nome dado para o florescimento das árvores espinhosas que estão espalhadas por todas as encostas que circundam o Vale do Maule. Estas árvores prosperam no solo seco e rochoso da região. Não é coincidência que, quando você vê um "Palo Alto", muitas vezes irá encontrar vinhas. As vinhas plantadas nesse tipo de solos tendem a produzir uvas de alta qualidade, daí o nome desse vinho.
O Vale Maule é um paraíso ensolarado de cultivo de uvas. As vinhas estão plantadas pelas encostas, onde as uvas capturaram os raios solares e amadurecem perfeitamente. Dentro do vale, há três vinhedos que abastecem a vinícola, cada uma com suas próprias características especiais.
O Vinho Palo Alto Tinto é um corte de 60% de Cabernet Sauvignon , 25% de Carmenere e 15% de Syrah. Envelhecido por sete meses em barricas de carvalho francês e americano. Tem cor rubi com tons violáceos, aroma frutado, amoras e ameixas se destacam e notas de baunilha, bom corpo, equilibrado, acidez perfeita, taninos macios e boa persistente.
A Palo Alto é uma vinícola do grupo Concha y Toro, e mantém o mesmo padrão de qualidade que vemos em vários outros vinhos produzidos pelo grupo. Vinho excelente para seu custo, em torno de R$ 30,00. Marcou 89 pontos na prestigiada revista Wine Spectator. Também merece posição de destaque entre os “bons e baratos!”

Comentários da Expand:

Coloração rubi intenso com reflexos violáceos brilhantes, aromas de frutas negras frescas, notas de cacau e um fino tostado que provém da madeira.Na boca bom corpo, taninos macios, balanceado e persistente.

Ficha Técnica:
 
País Chile

Região Chile

Sub-região Vale do Maule

Produtor PALO ALTO

Composição Assemblage (mais de uma uva)

Uva Cabernet Sauvignon, Carmenere, Syrah

Graduação Alcoólica (%) 14%

Temperatura de Serviço (°C) 16 á 18

Tamanho da Garrafa Garrafa

Volume 750ML

Sobre a Vinícola Palo Alto"é o nome popular que recebem de espinheiro, um arbusto nativo que da flor com espinhos cobrindo os morros em abundância do Vle do Maule, onde os nossos vinhos são nascidos. Estes arbustos crescem melhor em clima seco, rochoso e estéril. Não é coincidência, então, que quando você vê um "Palo Alto" espinheiro ou, também são muitas vezes vinha. As vinhas plantadas nesses solos tendem a produzir uvas de alta qualidade - aqui estão os nomes dos nossos vinhos.

Vinificação Maceração e fermentação em cubas de aço inox com temperatura controlada, em seguida transferido para barricas de carvalho francesa e americana para a malolática e envelhecimento por 7 meses.

Harmonização Ideal para carnes vermelhas assadas, massas com molhos condimentados e queijos curados.

Para finalizar, outro cometário retiradodo Blog Vivendo Vinhos.


"Tinto, Cabernet Sauvignon, Carmenère, Syrah
Chile
Concha Y Toro
Preço: R$ 32
Este é o vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs, escolhido pelo meu grande amigo Alexandre (Diário de Baco).

Observei os comentários dos confrades hoje e notei que apesar de muitos terem gostado do vinho consideraram o mesmo sem grandes virtudes e um vinho de fácil consumo sem muita complexidade. Eu vou me dar o direito de discordar.
Já havía bebido o nosso Palo Alto em um degustação as cegas na qual ele se saiu muitíssimo bem, obrigado! Esses desafios do JFC... E não foi diferente dessa vez.
Na taça apresentou cor rubí com reflexos violáceos além "chorar" muito. Muito intenso na sua cor, o Palo Alto chega a tingir levemente a taça. O halo aquoso é mínimo, praticamente inexistente, dando sinais que podemos guardar o vinho por mais algum tempo.
No nariz muitas frutas negras frescas, especiarias e nuances herbáceos e vegetais. Com o tempo as frutas ficaram um pouco mais "doces" e os aromas de café, caramelo e chocolate desenvolveram-se. Me chamou a atenção a enorme intensidade aromática deste vinho.
Na boca apresentou um bom ataque com bom equilíbrio, apenas uma leve aresta de álcool para "esquentar o peito' aconteceu. Secando bem a boca os taninos se apresentaram em bom volume e maduros, mas podem evoluir um pouco. Bom corpo e boa acidez. Retrogosto confirmando as frutas e boa persistência.
Acompanhou muito bem os filet´s de Noix e é um vinho que deve acompanhar carnes, fica muito prazeroso."


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Casamento estilo Vintage.

A palavra vintage antes de ganhar conotação fashion, foi usada para designar vinhos que têm a capacidade de envelhecer dentro da garrafa tendo seus sabores e aromas aprimorados (o vint, vem de vinho; age, de idade).
"O estilo vintage transforma em referência o melhor de todas as décadas. Assim podemos dizer que tudo o que relembre os anos 60, 70 ou 80 pode ser denominado dessa forma, desde vestimentas até mobiliário", afirma Julia Simões, professora do Senac - Santos e Consultora de Moda e Estilo.
Há quem diga que o vintage é uma recuperação dos estilos dos anos 20 à 60. Alguma coisa com um estilo que perdurou através do tempo, transformando-se num clássico.
Com certeza  é um estilo bem romântico!
Detalhe estilo vintage no cabelo
Estilo vintage para cabelo
Noiva vintage
Decoração vintage
Noiva vintage
Bolo vintage

Bolo vintage
Marcador vintage
Vestido vintage

Decoração vintage
Decoração vintage

Decoração vintage

Noiva vintage

Noiva vintage

Casamento decoração vintage

Noivos estilo vintage

Decoração estilo vintage

Decoração estilo vintage

Daminha vintage

Decoração com gaiolas, bem vintage

Fotografia dos noivas estilo vintage

Noivos estilo vintage

Daminhas vintage

Decoração vintage
Marcador de mesa vintage
Menu vintage

Menu vintage

Decoração vintage
Noiva estilo vintage
Decoração vintage

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Os primeiros passo para se conhecer o vasto mundo dos vinhos.


Achei uma entrevista bem bacana no youtube do sommelier Gianni Tartari, a qual está cheia de dicas interessantes.


Também achei legal a matéria que fala sobre vinho, discorrendo sobre o papel do sommelier, do enólogo e do enófilo, também fala de forma divertida dos enochatos...
Aliás, tem chato em todos os ramos!
Para mim o chique é ser simples, muitas vezes o menos é mais, nada de exibicionismo.
Deixe para degustar o vinho em salões degustação ou no retiro de seu lar, ao lado dos amigos desfrute o vinho e a boa companhia.

Eis a matéria:

vinho

A bebida dos deuses e dos mortais também...


Brancos secos, delicados ou suaves; tintos redondos, quentes ou tânicos; "rosés" frutados; vinhos ligeiramente espumantes, cheios de sol... Os vinhos nos oferecem uma variedade sem par de sabores, perfumes e aromas, firmes ou suaves, que brincam e dançam no nosso paladar, acompanhando banquetes ou refeições ligeiras, casando bem, uns com suculentas carnes, outros com pescados, queijo, doces, até pães.
A palavra vinho vem do grego antigo, "οἶνος" (oínos), que em latim virou "vīnum", significando tanto "vinho" como "videira". O nome "vinho", também, costuma ser aplicado a bebidas feitas a partir da fermentação de outras frutas, vegetais, ervas e até flores (como, por exemplo, vinho de ameixa), mas, usada sozinha, aplica-se apenas ao produto que tem a uva como matéria-prima.

A ENOLOGIA


Pela importância que adquiriu em muitas regiões do mundo, o vinho tornou-se objeto de uma ciência específica, a enologia, dedicada ao estudo de composição, qualidade, características e processos para sua elaboração. Abrange todos os aspectos relativos ao vinho, desde o plantio, escolha do solo, vindima, produção, envelhecimento, engarrafamento, etc...

PERSONAGENS DO MUNDO DO VINHO

Amplo, diversificado, repleto de nuances, o mundo do vinho conta, com alguns personagens principais que devem ser conhecidos:

O enólogo

Enólogo (eno de vinho e logos de conhecimento - o que conhece o vinho) é o profissional mais graduado de uma vinícola, responsável pela elaboração dos vinhos. Cabe a ele todas as decisões relacionadas às diversas e complexas etapas de sua produção, desde a vinha no campo até o produto pronto para ser comercializado. Tem formação acadêmica de nível técnico ou nível superior. No Brasil, a Escola de Enologia e a Faculdade de Enologia de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, oferecem os dois tipos de formação. O Senac, também, oferece cursos na área. A profissão foi regulamentada recentemente - lei 11.476, de 29 de Maio de 2007.

O produtor

É o proprietário do vinhedo que, juntamente com sua família e mais um ou dois empregados, colhe suas uvas, vinifica, engarrafa e vende. Muitos proprietários são enólogos ou mandam os filhos estudar enologia.


O negociante

É a pessoa que compra o vinho à granel em um produtor e o engarrafa com o seu próprio rótulo. Há, ainda, um outro tipo de negociante, chamado de negociante beneficiador (negociant eleveur) - que é aquele que compra o vinho do produtor e, antes de engarrafá-lo com seu próprio rótulo, faz com que fique armazenado em tonéis de carvalho a fim de melhorar a sua qualidade e, conseqüentemente, o seu valor.

O comerciante

Essa categoria abrange uma variada gama de negócios que vão dos bares e restaurantes aos supermercados, passando pelas empresas de importação e exportação e lojas de vinho.

O sommelier

É um profissional especializado, conhecedor de vinhos e todos os assuntos relacionados ao seu serviço. O sommelier pode trabalhar em restaurantes ou em lojas de vinhos, auxiliando os clientes em suas compras.
Num restaurante, o sommelier não responde, apenas, pelo serviço do vinho. De fato, ele atua como maître de bebidas, sendo responsável por outras bebidas alcoólicas e não alcoólicas servidas na casa, como água, café e chá por exemplo. Nas casas que comercializam e permitem os charutos, é ele, também, o encarregado desse serviço.
Especificamente em relação ao vinho, ao sommelier compete a elaboração da carta da casa, a manutenção da adega, incluindo as compras de reposição, e orientar os clientes a respeito da melhor escolha para acompanhar os alimentos escolhidos.

O Enófilo

Enófilo (do grego "eno" - vinho, e filo - amor, amizade) é, literalmente, o amante (ou amigo) da arte e do consumo do vinho. É aquele que gosta e se dedica, profissionalmente ou por prazer, a estudar o maravilhoso mundo dos vinhos.
De fato, o enófilo é o principal personagem do fantástico mundo dessa bebida fantástica. É ele que o faz girar, vai a feiras, degustações e apresentações, faz análises e considerações sobre os vinhos que toma, freqüenta confrarias ou encontros, está sempre em busca de novas experiências. Enófilos somos todos nós, que gostamos de tomar vinho e gostamos, ainda, de saber sobre ele. Nessa categoria, entram desde o que está dando os primeiros passos no mundo do vinho até o mais respeitado crítico internacional. Portanto, enófilo é você também, que está aqui, agora lendo sobre vinhos, mesmo que, talvez, ainda nem soubesse disso.

Os 10 Mandamentos do Enófilo

1 - JAMAIS segurar a taça pelo bojo.

2 - Prestar atenção cada vez que tomar um vinho. Horas de copo só acrescentam experiência se você prestar atenção. Cheire, cheire e cheire.

3 - Fazer anotações. Ninguém tem memória suficiente para tudo, deixe a sua para os números de telefone mais importantes.

4 - Trocar experiências com outros enófilos. Fazer parte de grupos de degustação e fóruns de discussão também acrescenta muito conhecimento.

5 - Avisar aos amigos das descobertas de bom custo-benefício.

6 - Apresentar o maior número possível de pessoas ao mundo do vinho.

7 - Não ficar repetindo o mesmo vinho. Arrisque-se, experimente sempre vinhos diferentes, boas surpresas virão.

8 - Saber se comportar. Freqüentar degustações e salões de vinhos, mas apenas provar cada vinho. Não tenha pena de jogar o resto da sua taça fora. Salão não é boca livre de vinhos para embebedar-se e quem está ali trabalhando em pé há horas não merece ficar aturando bêbado chato pedindo mais uma dose...

9 - Vigiar-se dia e noite para não se tornar um enochato.

10 - Ignorar solenemente os enochatos*.


* Enochato: personagem, infelizmente, nada incomum, o enochato é aquele que usa seus conhecimentos ou pseudo-conhecimentos sobre vinhos para convencer-se que está acima, e bem acima, do resto dos mortais que não sabem o que ele sabe (ou pensa que sabe) sobre o assunto.

Muito fácil identificá-lo. Sempre num lugar público e garantindo que está sendo observado, o enohato pega uma taça, faz cara de entendido, inclina o copo, cheira, gira o copo, cheira de novo, franze a testa, suspira fundo, olha para a platéia como quem vai ensinar alguma coisa e solta algum comentário incompreensível. É, por causa deles, justamente, que o vinho acaba tendo fama de coisa complicada, inacessível, sofisticada, exclusiva de gente rica, metida e, claro, chata.

Mas o fato é que o vinho é um prazer acessível a todos os mortais. Há vinhos para todos os gostos e todos os bolsos, é só escolher o que se encaixa melhor para você. Claro que o conhecimento, assim como acontece com a comida, aprimora o paladar e o prazer decorrente de se degustar um vinho. Mas, também como acontece com a comida, bom é aquilo que você gosta. Portanto, informe-se, estude, experimente, mas a última palavra tem que ser sempre a sua. Afinal, gosto não se discute...

O CORREIO GOURMAND se une a todas as vozes que lutam para acabar com essa impressão elitista que existe sobre o vinho e, com isso, eliminar essa barreira fictícia que afasta muita gente do prazer de tomar vinhos e aprender sobre eles.

Não aos enochatos!!

Dicas de harmonização de vinhos.


Harmonizar um vinho com o prato que o acompanha não é regra de etiqueta, nem frescura, é sim, algo essencial para ajudar a desfrutar o prazer à mesa.
Por exemplo, comparando o vinho ao café, distância à parte, quando tomamos um café ele combina perfeitamente com vários tipos de pães, queijos, etc, mas há alimentos que modificam o sabor do café, por exemplo,  uma torrada com salpicão de frango.
Faça a experiência, tome um gole de café com um pão de queijo e outro com uma coxinha de frango, o café é o mesmo, mas o sabor fica diferente.
Paralelo à parte, com o vinho também acontece algo parecido, a impressão que um vinho deixa pode ser negativa em um dia e positiva em outro, o que acontece?
Sendo da mesma safra, acredito que a harmonização teve um papel fundamental na experiência.

Os franceses são extremamente rígidos neste aspecto, e sempre combinam à risca pratos e bebidas, os americanos e brasileiros já seguem mais o que gostam, do que necessariamente o que combina.
Tem gente que só gosta de vinho tinto e mesmo comendo peixe, não abrem mão de sua preferência.


O Vinho é uma bebida que possui tanto variações nas uvas quanto nos processos utilizados pelos produtores. O resultado final de cada rótulo de Vinho é bem diferente um do outro. Assim não só o vinho tinto é diferente do branco, quanto um rótulo é diferente do outro.
O Vinho pode ser ácido, doce, adistringente, tanino, encorpado, leve, e ter diferentes combinações destas características. E estas características vão afertar seu paladar na hora de tormar vinho, em um almoço ou jantar. A refeição escolhida pode ou não combinar com o Vinho, e esta combinação, se for muito ruim, pode dificultar a apreciação tanto da comida quanto do Vinho.
Assim elaboramos um conjunto de dicas que permitem que você compreenda melhor o porquê destas combinações, e, se não fizer a combinação perfeita, entre vinho e comida, pelo menos pode chegar perto e não complicar nem um nem outro.
Primeiro entenda que o Vinho é parte essencial da composição de um almoço ou jantar, ele também é um dos alimentos, ou ingrediente da refeição, e portanto ele influencia no paladar do alimento e vice e versa, podendo valorizar ou destruir uma receita.

Harmonização:

Uma regra básica é : Carnes e Massas combinam com vinhos tintos, Peixes combinam com vinhos brancos.

MAS NEM SEMPRE. Embora esta seja a base não leve esta regra como uma lei pois você precisa ter alguma flexibilidade.

Outra regra básica é que : Vinhos sempre combinam com os pratos das regiões de origem.

Um Vinho Português em geral combina bem com comida portuguesa e um Vinho Espanhol com a culinária espanhola. Indo mais longe, um Vinho Tempranillo Crianza Espanhol combina bem com a Paella.

A exceção está nos vinhos do novo mundo, como Estados Unidos e Austrália, pois são produzidos para o mercado mundial e não para suas regiões de origem.

A partir daí você deve seguir as dicas de combinação vinho x comida abaixo :

•Sabor : Combine o sabor pela Similaridade

◦Nas Carnes você deve usar um Vinho mais potente e complexo.

◦No Frango Marinado, você deve combinar com um Vinho Tinto mais Frutado

◦No Salmão Grelhado você pode tomar um Vinho Branco Leve e Refrescante

•Acidez : Combine a acidez pelo Contraste

◦Para Massas com Molho de Tomate você pode combinar com um Vinho Tinto menos acido

◦Para Massa com um Molho Cremoso você combina com um Vinho Tinto mais ácido

•Corpo : Escolha um vinho que suporte o alimento

◦Para prato mais leves combine com Vinhos mais jovens.

◦Para pratos mais fortes combine com Vinhos Encorpados.

Um exemplo, para que você entenda a combinação entre vinho e comida. A Feijoada é um prato forte, onde a Laranja combina bem. Portanto podemos ter um Vinho Tinto Encorpado com bons Taninos, que vai combinar bem com o prato forte, ou também escolher um Vinho Branco Cítrico pois sabemos por similaridade que os sabores cítricos, como o da Laranja, combinam com a Feijoda.

Outro exemplo, se preparamos uma massa com molho de tomate, podemos combinar com um Vinho Tinto Jovem de baixa acidez, ou se você preferir tome um Vinho Branco Frutado.

Com estas dicas vocês terá um pouco mais de facilidade em combinar vinho e comida.

Fonte: Enochatos

Dicas na Harmonização de vinhos  retiradas de alguns Blogs e sites

• Vinho rosé, champanhes brut e o meio seco podem acompanhar todos os pratos da refeição;

• Geralmente comidas com muito sabor pedem vinhos mais encorpados e pratos mais delicados, vinhos mais leves;

• Carnes e assados pedem, por serem mais gordurosos, vinhos tintos, com mais taninos;

• Entre as aves, patos e coelhos se harmonizam com tintos encorpados e aromáticos, enquanto frangos e perus, com brancos igualmente encorpados ou tintos frutados;

• Já peixes e frutos do mar, mais suaves, vão melhor com os brancos. Contudo peixes de paladar mais forte, como salmão, se dão bem com vinhos brancos mais encorpados;

• É preferível oferecer vinhos brancos e champanhes doces à hora da sobremesa;

• Sopas podem ser acompanhadas por xerez (vinho seco) em cálice pequeno;

• Ao servir saladas e maioneses, o consumo de vinho deve ser evitado, pois vinagre altera o sabor da bebida. Isso vale também para molhos e ingredientes mais fortes;

• Em geral, não se adiciona cubos de gelo ao cálice de vinho nem se aquece;

• Comida japonesa e vinhos não se mostram tão compatíveis; chocolate, em geral, também não, apesar de haver algumas harmonizações possíveis entre eles.


Outra matéria interessante: ( http://www.aurora.com.br/).

Princípios de Harmonização

As diretrizes básicas são por demais genéricas, pois há enormes variações, por exemplo, na genérica diretriz “carne vermelha com vinho tinto”. Assim, precisamos de princípios de harmonização que nos permitam explorar as variações possíveis das diretrizes básicas, são eles:

•Princípio da Harmonização por Similaridade

•Princípio da Harmonização por Oposição

Harmonização por Similaridade

O princípio da harmonização por similaridade busca o casamento de elementos semelhantes presentes no vinho e no prato, como sabores, aromas e estrutura.

Assim, pratos doces são combinados com vinhos doces; carnes vermelhas de sabor intenso com tintos intensos; pratos ricos em aromas de especiarias com vinhos aromáticos; peixes grelhados de sabores delicados com brancos leves...

Exemplos

1. Ostras, cujo sabor marinho harmoniza-se com os sabores minerais do Chablis.

2. Aspargos com Sauvignon Blanc, em razão da similaridade de aromas e sabores.

3. Pratos ricos em especiarias e ervas - como os indianos - com Gewurztraminer, uma uva aromática.

4. Lagosta com molhos untuosos com Chardonnay amadeirado, denso e com nuances amanteigadas.

5. Pizzas e massas com molhos vermelhos com vinhos de médio corpo, frutados e com boa acidez, como os Sangiovese e Barbera.


Harmonização por Oposição

O princípio da harmonização por oposição, por sua vez, busca a complementaridade dos elementos opostos presentes no vinho e no prato, notadamente, os elementos palatáveis.

Assim, busca-se balancear a acidez ou a salinidade de um prato com a doçura do vinho; avivar o paladar de um prato doce com a acidez do vinho; confrontar a untuosidade do prato com os taninos e acidez do vinho...

Exemplos

1. Roquefort, salgado e untuoso, com Sauternes doce e ácido.

2. Boueuf bourguignon, untuoso e suculento, com Pinot Noir ácido e “tânico”, como os Nuits St.-Georges, da Borgonha.

3. Pratos condimentados e levemente picantes da cozinha nordestina ou oriental (indiana, thai...) com vinhos semi-doces, como os Rieslings alemães da região do Mosel.

 
Os princípios da Similaridade e Oposição não se excluem. É absolutamente possível que ambos coexistam em diversas harmonizações de vinho e comida.

Harmonizações

Clássicas:



•Ostras com Chablis.

•Salmão Defumado com Rieslings.

•Salmão Fresco com Chardonnay ou Rieslings.

•Peixes Brancos com molhos untuosos com Chardonnays.

•Queijo de Cabra com Sancerre (ou outro vinho Sauvignon Blanc).

•Roquefort com Sauternes (ou outro vinho botrytizado).

•Stilton com Porto.

•Charcutaria (presunto, salame etc.) com Beaujolais.

•Presunto Cru com Jerez Fino.

•Foie Gras com Sauternes.

•Cordeiro com Bordeaux tinto (ou outro vinho de corte bordalês: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot e Carmenère).

•Pato/Codorna com Borgonha tinto (ou outro vinho de Pinot Noir).

•Pizzas e massas com molho vermelho com Chianti.


Uma dica específica para o feriado da páscoa que encontrei no site: http://www.onne.com.br/materias/gourmet/12784/vinhos_

Bolinho de bacalhau - O bacalhau é um peixe estruturado e salgado. Quando feito como bolinho ganha um toque extra de gordura. Salgado não combina com vinhos tânicos e gordura necessita de acidez para ser eliminada. Como é um prato de corpo, Tommasi sugere um Chardonnay do novo mundo com um pouco de barrica (não excessivamente amadeirado).

Bacalhau com cebolas e batatas – Prato de bom corpo onde a doçura da cebola equilibra o salgado do peixe. A sugestão seria um vinho de boa estrutura, aromático e com taninos macios. Assim, a dica do enófilo é um vinho produzido com Touriga Nacional.

Salmão grelhado com molho de maracujá - Salmão é um dos peixes mais fortes de sabor, além de apresentar gordura em sua carne, preparado com maracujá, esta gordura estará balanceada, mas o prato continuará com bom corpo. A sugestão é um Chardonnay amadeirado ou um tinto bem leve na linha da uva gammay.

Terrine de bacalhau - Para acompanhar uma terrine, mesmo que o peixe seja um pouco mais forte, Tommasi recomenda um branco de média intensidade sem necessidade de ser muito acido. A dica é apostar em um pinot gris mais estruturado, como os Alsacianos.

Truta ao molho manteiga e alcaparras - Truta é um peixe delicado, mas a manteiga o deixará gorduroso e as alcaparras irão salgar o paladar. Desta forma, eliminamos os vinhos tânicos e nos focamos nos ácidos. Walter escolhe um Sauvignon Blanc que harmoniza bem a sua acidez com a gordura proveniente da manteiga.

Cordeiro assado – Carnes fortes com toque adocicado e gordura precisam de grandes vinhos que tenham a presença de taninos e estrutura para aguentar o peso do prato. Para o cordeiro, Walter indica um Cabernet sauvignon, um corte Bordalez ou ainda um tempranillo.

Paella – Este é um risoto de peso e altamente aromático, com presença de muitos frutos do mar consequentemente salgado. Para compatibilizar com ele, o especialista escolhe um Chardonnay bem estruturado com passagem em madeira.

Lasanha de bacalhau - Receita um pouco mais complexa para compatibilizar, pois vai depender da quantidade de tomate e molho branco usado. Considerando que o prato tenha mais o bacalhau e creme branco, a recomendação é um vinho mais ácido e com bom potencial aromático como um sauvignon Blanc da Nova Zelândia.

Torta de chocolate com nozes – Chocolate é uma combinação difícil para vinho pelo fato de ser muito gorduroso e precisar de muita acidez, mas também com muita estrutura. A combinação perfeita fica para o Banyuls ou para os vinhos do porto.

Tabela de harmonização de vinhos e alimentos

Para acertar na escolha do vinho, dê uma olhada nas sugestões desta tabela, encontrada no site:

Fiz a relação somente dos tintos, confira no site o restante.

1– molhos e cremes acompanhados de aperitivos ( Beaujolais)

2 – aperitivos ( Beaujolais,Chianti)

3 – queijos suaves ( Pinot Noir,Beaujolais, Merlot,Chianti)

4 – queijos fortes ( Zinfandel, Cabernet Sauvignon, Merlot)

5 – sanduíches ( Pinot Noir, Zinfandel, Beaujolais,Chianti)

6 – comida asiática ( Zinfandel, Beaujolais)

7 – carnes e churrasco ( Pinot Noir, Zinfandel, Cabernet Sauvignon,Beaujolais,Merlot,Chianti)

8 – porco e vitela  ( Pinot Noir, Zinfandel,Beaujolais,Chianti)

9 – ovelha ( Pinot Noir, Zinfandel,Merlot)

10 – massas com molhos suaves (Beaujolais,Chianti)

11 – massas com molhos encorpados ( Pinot Noir, Zinfandel,Merlot,Chianti)

12 – aves ( Pinot Noir, Zinfandel,Beaujolais,Merlot,Chianti)

13 – salmão e atum (Beaujolais,Chianti)

14 – frutos do mar (Beaujolais,Chianti)

15 – mariscos

16 – frutas e sobremesas (Beaujolais)

Por fim, algumas dicas da enófila Adriana Grasso do que deve ser evitado:

Vamos a alguns exemplos:


• Quando consumimos alimentos tânicos, ou seja, que “amarram” na boca, como nozes, por exemplo, e optamos por um vinho com taninos marcantes, como um Barolo italiano ou um Bordeaux francês, a sensação de boca seca pode ser muito grande, pois estamos potencializando o tanino com esta combinação. Dessa forma, recomendo que ela seja evitada.

• Devemos estar atentos ao harmonizar pratos à base de peru. É preciso tomar muito cuidado com o vinho para acompanhar a carne delicada desta ave. Vinhos tânicos e encorpados, como um Bourdeaux francês, podem resultar num estranho sabor metálico na boca.

• Se você for servir algum ingrediente muito especial, como trufas brancas, use pouca criatividade. Geralmente, em pratos com ingredientes muito marcantes, como é o caso das caras e raras trufas brancas, só existe um rei e todo o foco deve estar voltado para ele. Um vinho potente pode brigar na harmonização e acabar minimizando o sabor das trufas. Se, por outro lado, você resolver abrir um grande vinho, deixe de lado os pratos elaborados. Lembre-se: um rei de cada vez!

• Outra coisa que temos que tomar cuidado é não optar por um vinho muito potente para pratos delicados. Um exemplo disso é harmonizar um peixe cozido ao vapor servido com batatas com um Cabernet Sauvignon envelhecido no carvalho. Neste caso, você poderá nem sentir o gosto do peixe, pois o vinho irá sobrepô-lo. Por outro lado, se você tiver um prato bem elaborado e condimentado e resolver harmonizá-lo com um vinho leve, o sabor da comida poderá anular completamente o sabor da bebida.


• Se a opção para acompanhar bolos e doces for um espumantes, evite os Brut, os Extra Brut e os Dry - eles são muito secos e fazem com que o doce pareça mais doce e o espumante ainda mais seco. Neste caso, opte por um Demi-Sec ou um tipo Asti.

• Vale a pena ressaltar que existem alguns alimentos de difícil harmonização com vinhos, como sorvete, picles, abacaxi, grapefruit e condimentos, como vinagre e pimenta. Eles não são casos perdidos; dependendo da sua forma de preparo e dos ingredientes utilizados, é possível chegar ao equilíbrio. Na dúvida, deixe o vinho de lado!


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dicas para renovar o visual de uma fotografia antiga.

Recentemente recebi um pedido de minha mãe que queria que eu fizesse uma verdadeira transformação em uma foto de minha avó, na qual ela estava com outras pessoas.
A foto era especial por vários motivos, minha avó já falaceu,então fica aquela saudade... na fotografia ela estava bem jovem e minha mãe quer presentear os irmãos com uma foto da mãe.
Porém o desejo era ter uma foto com minha avó apenas, retirando as demais pessoas.
O tamanho original da foto é menor do que 10x15, a foto está condizente com o tempo, amarelada, com alguns defeitos, o que é bem natural, pois este ano vovó completaria 100 anos.

Veja:
Minha avó está ao centro da imagem.


Minha avó Edith é a primeira.


Então vai as minhas dicas, nada profissional, somente para aquelas pessoas que curtem fotografia e gostam de fazer as coisas elas mesmas.

A primeira coisa que fiz foi scannear a foto na melhor qualidade possível.
Depois usei o programa photoshop para melhorar os tons, brilho, contraste, deixar a foto em preto e branco e também dar um jeitinho em partes que percebi ao ampliar a imagem que estavam com traços de amassado, com falhas ( tipo um pedacinho branco, como se a imagem tivesse arranhada). 

Salvei a imagem em alta resolução e parti para o meu programa favorito, o powerpoint.
Ainda não sei trabalhar no photoshop e suas layers, então o uso apenas para deixar a foto com fundo transparente, alterar o tom de um detalhe, melhorar a qualidade da fotografia e reparar pequenos detalhes, como uma casquinha de um machucado em uma criança, coisas do tipo...

No powerpoint a primeira coisa que fiz foi configurar a página.
Pense no tamanho que vai revelar e faça dobrado, a qualidade fica melhor.
Então como queria no tamanho 15x21, fiz no 42x30.

Depois copiei a foto e colei no powerpoint, como queria somente a minha avó, cortei as demais pessoas, clicando na foto a ferramenta de corte aparece.

Aí tive meu primeiro probleminha, havia uma mão no ombro de minha avó e não podia retirar, pois perderia parte do ombro, então com isso eu soube que teria que usar algo para tampar aquela mão.

Minha ideia foi fazer uma fotografia com detalhes de scrapbooking digital.

Então escolhi um fundo para a fotografia, algo mais rústico, parecendo uma madeira, para combinar.

E fui colocando flores como detalhes para dar vida à página e principalmente para cobrir a mão no ombro...
Em 2 modelos optei para colocar um frame em formato de janela.
Escrevi o nome de minha avó e estava pronto.





É muito importante não salvar em JPGE, pois perde muito a qualidade, sempre salve no formato TIFF.

Mas para ficar tudo com o aspecto de antigo, voltei a imagem já pronta para o photoshop e coloquei a imagem no tom Preto e Branco, salvando sem compactar, em ótima qualidade.

Veja:








Mandei por e-mail para a revelação e minha mãe buscou, disse que ficou muito bom mesmo.
Outra dica, a revelação foi feita em papel fosco, fica mais elegante na minha opinião.

Estava com receio do tamanho que escolhi, pois a foto foi ampliada o que poderia prejudicar sua qualidade, mas mãe disse que dá para ver perfeitamente a minha avó, seus traços, etc. 

Fiz 4 opções para ela usando as 2 fotos que recebi. 

Degustação de vinhos, para que serve e dicas.


Separei 4 matérias que achei legais sobre degustação, bem como um vídeo da enófila Adriana Grasso.


 
"Quer descobrir se um vinho é encorpado, forte ou suave? Reconhecer sua a textura e bouquet ? Nosso expert somelier indicará os passos iniciais para entrar no mundo dos vinhos e transformar-se no rei (ou rainha) do saca-rolhas. Dicas básicas sobre a temperatura ideal, taças e a decantação.

Degustar vinho consiste em apreciar e decodificar a maior quantidade possível de sensações que esta bebida é capaz de nos causar. É importante levar em conta que o vinho não é feito para ser degustado e sim desfrutado, porque o ato de apenas “degustar” é absolutamente artificial e sem importância.
A distância que separa o “degustar” e o “desfrutar” é a mesma entre um bate-papo e um interrogatório judicial. Por falar em linguagem judicial, aconselho a todos a abordar o tema como se fosse um jogo e não como um juiz: o risco de você tomar o lugar do juiz é muito grande e segundo minha experiência, os resultados são sempre desaconselháveis e tremendamente chatos, a menos que esteja particularmente interessado em fazer um curso rápido em superficialidade e esnobismo.

Agora, se desvendar os mistérios do vinho como um jogo, a degustação nos permitirá refletir sobre os vinhos, conhecê-los melhor, e mais do que tudo, conhecer a nós mesmos. Porque todas as fases da degustação nos revelam verdades sobre o vinho, todas, até as mais sem sentido, nos revelam verdades a respeito de quem os formulou.

Então, vamos ao ponto: você está sozinho em frente a sua garrafa de vinho (ou várias) e quer que alguém o oriente na escolha. Espero poder ajudar.

Primeiros passos

Temperatura
Preste muita atenção à temperatura recomendada. Em muitos casos está indicada no rótulo da garrafa. Os tintos devem ser servidos entre 14 a 16º.C – quando são excepcionalmente descuidados. De 16 a 18º.C quando tiverem um pouco mais de corpo (a maioria dos vinhos do continente) e de 18 a 20ºC os mais encorpados.

Em todos os casos, a temperatura do vinho deve estar abaixo da temperatura ambiente. Muitas vezes, apenas alguns minutos de geladeira chegam à condição ideal. Para aqueles que não têm termômetros, tomem como base que uma bebida com 17º.C é bem “fresca”. Por exemplo, em minha geladeira doméstica, leva uns 30 minutos ou mais para que 750cm3 de vinho fique à esta temperatura em um dia nem muito frio e nem muito quente.

Para os vinhos brancos se recomenda que sejam servidos a uma temperatura entre 8 e 12º.C, seguindo um critério similar.

Em ambos os casos, um excesso de temperatura causará, entre outras coisas, a aceleração da vaporização do álcool, propiciando uma sensação pouco agradável (alcoólica e agressiva) em seu olfato. Ao contrário, as temperaturas demasiadamente baixas ocasionarão um “adormecer” dos aromas e sabores do vinho, neutralizando uma grande parte do trabalho realizado pelo enólogos.

Ah! É claro seria muito mais fácil pegar o vinho diretamente de uma adega onde temos uma temperatura constante e ideal. Acontece que se você tivesse em sua casa uma adega climatizada não estaria consultando esta matéria.

As taças
Por mais que a tendência de supervalorizar este tipo de utensílio me deixe muito nervoso, tenho que admitir que a taça é um ítem importante. Uma taça lisa, com uma silhueta de “tulipa” é adequada para a maioria dos casos. As taças para os vinhos tintos devem ser maiores que as utilizadas para vinhos brancos (contém um volume aproximado de meio litro) e as taças para as degustações profissionais são ainda menores que as anteriores.

Naturalmente, se contamos com alguns destes copos majestosos de cristal sem emenda, de borda lisa e fina (ao contrário daquelas reforçadas e grotescas taças de segunda linha) e com um pé fino, irrisório, a mesa automaticamente estará pronta para uma festa. Ao levantarmos e analisarmos, a sua fragilidade é até comovedora, é em si um início mágico para a degustação, mas de nenhuma maneira é essencial.

Por isto, voltemos à Terra: o fundamental é que o vidro seja liso e transparente, que o tamanho da taça, permita girar o vinhos por suas paredes comodamente, e quando possível, que a sua borda tenha a função de concentrar os aromas.

A decantação

É cada vez mais frequente nos restaurantes o uso de garrafas de cristal ou vidro transparente em que servem os vinhos substituindo as garrafas originais (principalmente os tintos). Algumas possuem um design maravilhoso, outros horríveis. O nome destes recipientes é “decanter”, como a famosa publicação britânica de vinhos. Em espanhol utilizam a palavra “decantador”, mas por algum motivo a forma inglesa é mais utilizada. Como seu nome já indica, utilizavam estas garrafas especiais para decantar os vinhos e evitar que as “sujeiras” de garrafas antigas chegassem às mesas e por conseqüência às taças.

Hoje em dia, em que não se tomam tantos vinhos antigos, e que as “sujeiras” não são freqüentes, se usa o decanter para favorecer o contato do vinho com o ar e assim favorecer a liberação de partículas voláteis (principalmente os tintos) . Se querem um pouco de gíria “snobbish”, o mesmo que “fazer respirar o vinho”, “que “faz oxigenar” o vinho.

Certamente este utensílio que deveria auxiliar, também têm seus inconvenientes. O primeiro é que possui uma verdadeira tendência a derrubar a última gota de vinho nas gravatas de mais de 200 dólares, nas golas dos ternos, nos vestidos das senhoras, por isto aconselho muita prudência e muito treinamento para não passar por estes vexames. O segundo é de ordem técnica. Ao ampliar a superfície de contato do vinho com o ar e com o recipiente em um dia de calor, o vinho passará em 3 minutos de 17º C ao, para os 29ºC do ambiente. O terceiro é que o se vinho é extremamente delicado, corre-se o risco de perder todo o seu aroma.

Para aqueles que não possuem decanter em casa, recomendo abrir o vinho (com no mínimo) duas horas de antecedência. Em todo caso, cabe ressaltar que o uso do decanter deve ser muito criterioso, e, da mesma forma que não utilizamos determinados utensílios só porque estão na cozinha, peço que evitem o uso do decanter só porque nosso chefe nos deu presente de Ano Novo.

Uma última consideração: em muitos anos de degustação profissional, jamais vi decantarem vinhos em um concurso."


A segunda matéria achei perfeita, pois as informações estão bem elaboradas, fala sobre a acidez, tanino, lágrimas, etc, o que normalmente encontramos nos comentários dos especialistas ao descrever um vinho.

Veja:

A Arte da Degustação!

"Hoje vamos falar da maneira correta de degustar um vinho.

A degustação tem que ser conduzida de maneira correta se queremos aproveitar ao máximo o que um vinho pode oferecer e poder avaliar se o vinho possui ou não qualidade. Existem para isso uma série de pontos a observar e analisar para termos uma correta interpretação do vinho que está dentro de nossas taças. E vamos, para facilitar, dividir esses pontos em um passo a passo.


NA TAÇA

Todo vinho vai ter uma cor própria que sempre estará em evolução com o tempo. Por exemplo: Um Cabernet Sauvignon jovem terá uma coloração Rubi com nuances violetas que com o tempo se tornará apenas Rubi e conforme envelhecer ficara granada, até perder o tem avermelhado e ficar âmbar, quando está morto! E essa seqüência de cores se dará em quase todos os vinhos tintos. O que muda é o tempo de duração de cada etapa que vai variar de vinho para vinho. Um Pinot Noir tem uma coloração com tons de cereja e raramente é uma coloração intensa. Mas esse conhecimento vamos adquirir com o tempo conforme provamos os vinhos pela estrada.

A evolução da cor é o principal elemento para analisarmos a idade do vinho. Se o vinho está com tons violetas bem presentes o vinho provavelmente é jovem se está quase âmbar provavelmente está morto. Nota importante: Alguns vinhos podem mesmo depois de décadas apresentar coloração de vinhos jovens.

A transparência e o brilho indicam a presença de partículas em suspensão, ou seja, se o vinho está sujo. Por mais que um vinho possua resíduos naturais na garrafa, ele tem que ser servido de uma maneira que esses resíduos não atrapalhem a degustação. Ou seja, quando um Sommelier passa o vinho para um decanter, um dos motivos pode ser a eliminação desses resíduos, deixando-os no fundo da garrafa e passando apenas o vinho limpo para o decanter.

LÁGRIMAS

O que são as lágrimas? Quando girar o vinho dentro da taça observe as paredes da mesma. Verá que algumas “gotas” escorregarão pelo cristal. Essas são as lágrimas. E o que elas dizem? Dizem que quanto mais grossas e lentas mais alcoólico o vinho é e quanto menores e rápidas, menor a sua untuosidade.

NO NARIZ


Observe em um restaurante. Quando o Sommelier acaba de colocar o vinho na taça do cliente, qual a primeira coisa que ele faz? Leva a taça ao nariz! Mas porque?

Porque uma das grandes capacidades dos vinhos é a de gerar uma gama muito grande de aromas e nos melhores, além disso esse aromas se modificam com o tempo. Um vinho com muito aromas é um vinho bem elaborado. Provavelmente se você passou bastante tempo procurando por aromas conhecidos no seu vinho e não encontrou nada é porque o vinho é ruim. Isso mesmo. Vinho com aromas pobres são pobres. Os grandes vinhos podem te surpreender por bastante tempo.

Vinhos jovens geralmente possuem aromas florais (flores brancas para os brancos e coloridas para os tintos) e frutados. Nos vinhos maduros eles podem incluir uma gama de aromas que vão de tostados, terrosos, de couro, minerais, resinosos, químicos entre outros tantos.

Com o tempo percebe-se que cada uva possui seus aromas característicos que deveriam aparecer em todos os vinhos elaborados com aquela uva. Por exemplo a Malbec tem aromas de frutas vermelhas, couro e chocolate. A Cabernet Sauvingnon tem aromas de frutas vermelhas, um toque de pimentão verde e mentolado.

NA BOCA

Depois de olhar e cheirar, chega a hora de bebe-lo. O vinho na boca, se bem conduzido pode levar a inúmeras sensações. Quando colocamos o vinho em nossa boca, não devemos engoli-lo diretamente. Devemos colocar o vinho na boca e faze-lo “passear” por ela com calma. Passe-o pela boca toda, gengivas, toda a língua, bochechas e somente depois engula-o.

As sensações causadas nos permitem verificar alguns pontos importantes.

Aquela sensação de que acabamos de comer uma banana verde, que “amarra” a boca é causada pelos taninos do vinho, que existem apenas nos tintos, e que fazem parte de sua estrutura. Quando temos um vinho que amarga a boca, quer dizer que os taninos estão verdes, ou que os taninos são deselegantes. Quando mais adstringência tiver o vinho, mais tânico ele é.

A sensação de que estamos tomando limonada, é aquela que dá uma “pegada” no fundo da língua. Isso é causada nos vinhos pela acidez presente. Quanto mais essa sensação aparecer mais acido tem o vinho. Normalmente os brancos são mais ácidos.

E por último, por mais que o vinho esteja servido na temperatura correta, ele pode causar uma leve sensação de aquecimento na boca. Isso é causado pelo álcool. Quanto mais aquecida foi sua boca, mais alcoólico é o vinho.

Agora, esses três itens: álcool, taninos e acidez devem estar em equilíbrio para que o vinho seja bom. Como assim? Quando provamos um vinho, nem um desses três elementos pode se destacar demais. Todos tem que participar por igual. Se provamos um vinho onde os taninos se destacam demais, ele se torna desagradável. Outra coisa importante é que quanto mais desses três elementos o vinho possuir em equilíbrio mais longeva será sua vida. Alguns vinhos podem durar até mais de um século!

Bom pessoal, espero que possam aproveitar melhor seus vinhos daqui por diante."(Luis Felipe de Moraes-


 



Primeiro você tem que entender o que é e porque degustar um Vinho. Degustação de um Vinho é o ritual de experimentar um Vinho usando todos os sentidos possíveis, neste caso a visão, o tato, o olfato, o paladar. Obviamente fica de fora somente a audição.

Você degusta um Vinho para conhecê-lo melhor e ter idéia de suas características. É como ler um resumo de um Livro. Na verdade no caso do Vinho você não irá perceber isso só “tomando” o Vinho, pois estará ocupado comendo e conversando e não reparando em cada detalhe, isso se faz na degustação.

Os especialistas degustam Vinhos e depois escrevem sobre esta experiência, e até dão notas para separar o que acharam bom ou melhor, de forma que lendo sobre isso você tem uma boa noção do Vinho antes de comprá-lo. As lojas oferecem degustações para que seus clientes conheçam os Vinhos antes de comprá-los.

Para as pessoas em geral a degustação serve para prestar atenção no Vinho, para definir se da próxima vez você irá pedí-lo ou não, com que prato ele pode combinar melhor, ou talvez que pessoas vão apreciar aquele Vinho. Eu, por exemplo, já degustei vários Vinhos para definir se minha esposa iria apreciá-los ou não, ou para saber se valia a pena comprar 10 garrafas para um reunião ou jantar com amigos.

Se você vai preparar um casamento ou um evento para muitas pessoas, vale a pena degustar alguns Vinhos antes de definir qual vai servir. Imagine comprar 30 garrafas de algo que você só vai descobrir que não gosta ou que não combina com a refeição somente após aberta a décima garrafa ?

É, se você não tinha nenhum motivo para degustar um Vinho, então saiba que a degustação economiza seu dinheiro.

A degustação pode ser bastante complexa, para os especilistas, mas elaborei um roteiro com o básico de uma degustação para que você possa aproveitar esta importante ferramenta do Vinho.

A degustação se faz na primeira taça, na primeira garrafa de um Vinho. Assim abra o Vinho e sirva 1/4 da taça para aqueles que vão degustar.



A degustação no copo


ara iniciar a degustação incline a taça e coloque a taça em uma posição bem iluminada. Olhe bem para o Vinho e tente perceber :


■A coloração do Vinho .

■A transparência e a limpidez.

■O Brilho e a Textura.

A Textura se percebe girando levemente a taça e observando como o Vinho se comporta nas paredes da taça, mais líquido ou mais viscoso.

A degustação no nariz


Incline novamente a taça e leve ao nariz, aspire o ar, e tente perceber o Bouquet ( ou o aroma do Vinho ). Ele lembra o quê ?

Gire levemente a taça, isso libera aromas secundários do Vinho. Leve novamente ao nariz, aspire e tente novamente perceber o Bouquet. O quê ele lembra ?

Neste caso você vai ter que criar uma memória olfativa. O Vinho tem aromas de muitas coisas, em geral nada lembra de fato a Uva, mas são aromas de madeira, frutas cítricas, frutas vermelhas, manteiga, tabaco, e outros aromas típicos do bouquet de um Vinho.

Estes aromas são importantes porquê vão dar uma boa idéia do que esperar na parte gustativa, e também para poder definir combinações com comida, ou preferências pessoais.

Dica : Quer agradar a pessoa amada ? Pense que aromas e sabores ela prefere e busque um Vinho com características similares, em geral funciona muito bem.

A degustação no palato ( na boca )
Agora beba uma pequena quantidade de Vinho, passe-o sem engolir por toda a lingua, como um leve bochecho, engula, e tente perceber a textura do Vinho ( tato ) na lingua e as características :


■Doçura

■Acidez

■Amargor

■Adristingência ( que é a sensação que você tem quando come uma banana verde )

■Corpo ( você sente o “peso” do vinho na lingua )

■Persistência ( o paladar desaparece logo ou persiste na boca )

■Equilíbrio ( se as características estão harmonicas )

Aqui também sua memória gustativa será importante pois você pode perceber alguns detalhes do Vinho como gosto amanteigado, ou amadeirado ( pelo carvalho dos barris ), ou outros sabores que você poderá encontrar neste momento.

Nesta última etapa, em degustações profissionais, os especialistas cospem o Vinho. Porquê ? Porque eles vão desgutar um dezena de Vinhos e não querem ficar bêbados. No caso dos mortais, pule esta parte. Após a degustação gustativa, engola o Vinho, guarde na memória o que você sentiu e se gostou, anote o que sentiu e o nome do Vinho para poder comprar mais.

Além do que citei aqui existem inúmeros detalhes a serem observados na degustação, mas que você pode aprender com tempo, se quizer.

Como organizar um degustação em sua casa

Se você quiser degustar vários vinhos, convide os amigos, saiba que uma garrafa dá para oito a dez pessoas degustando. Assim compre umas cinco ou seis garrafas diferentes, convide uns seis a dez amigos, e promova uma degustação na sua casa. Cada um degusta, comenta, e depois de degustar todas as garrafas toma um pouco mais do que gostou.

É bom colocar água na mesa e pão. Entre cada taça, você toma um gole de água, e um pedacinho de pão para limpar o paladar.

Não esqueça de oferecer alguns aperitivos, como queijos e frios. ( Sem amendoim ou coisa picantes pois destroem o seu paladar para o Vinho ).



"Taça: cuidado quando for lavar – resíduos de detergente ensaboam o gosto de qualquer vinho.

Taça 1: você deve segurar pela haste, simplesmente porque o corpo humano é quente e as mãos funcionam como um forninho se ficarem em contato com o vinho.

Exame Visual: visualizar a beleza da cor do vinho. É como peixe, carne, fruta, se tem algo errado com a cor, o produto não deve estar bom.

Exame Olfativo: sentir os aromas, perceber se são bons, o que te lembram (você sempre vai reconhecer os aromas que lhe são mais próximos – quem nunca cheirou cavalo molhado, jamais vai sentir esse cheiro no vinho – que bom!), cada um tem sua sensibilidade e suas lembranças. E certamente, você pode dar uma fungada e perceber que: Hum, isso não me cheira bem! O vinho foi, literalmente, pro vinagre.


Taças usadas na minha degustação
Taça 2: para fazer o Exame Olfativo, temos de girar a taça para que os aromas possam ser liberados. Mas, taça não é centrífuga, tá!

Inalando os aromas: temos só um nariz, mas nossas duas narinas são diferentes. Eu, por exemplo, tenho uma obstrução bem bacana na minha narina esquerda, então a única coisa que entra por ela é soro fisiológico. Para aromas eu uso a direita. É só aspirar com delicadeza. Não é preciso molhar a ponta do nariz no vinho.

Mulheres são mais sensíveis: assim como só elas sabem que diabo é a cor “aurora boreal”, também são as mais sensíveis aos aromas. Por isso aquela tradicional pegadinha: “Que cheiro de perfume é esse na sua roupa?”. Cuidado meus amigos!

O primeiro gole: sorva (verbo chique) uma pequena quantidade do vinho e deixe que passeie pela boca, afinal, em cada ponto da língua sentimos um sabor diferente. Lembre-se: ninguém está lavando a boca, portanto nada de bochechas protuberantes.

Outras Informações que podem ajudar a entender um pouco mais sobre vinhos
Espumantes: O nacional só perde mesmo para as champagnes francesas. Quanto mais bolhinhas e maiores – melhor. Elas devem manter-se na taça. São bebidos jovens, ou seja, olha a data da safra que você vai comprar, hein! Tem de ser recente.

Água: Beba na proporção do vinho, mesmo com menor teor alcoólico ele também desidrata. DOR DE CABEÇA – RESSACA.

Comida: Para harmonizar com vinho, não pense só no ingrediente principal, mas também no molho que o acompanha. Harmonização de vinho e comida é complexa, mas se você for numa loja de vinho decente o pessoal vai te ajudar. Você diz o que pretende servir e eles te indicam vinhos para combinar. Agora nunca esqueça que seu gosto pessoal é o que mais vale!

Lendo o rótulo do vinho
Varietal: Vinho que utiliza um único tipo de uva ou ao menos tem 85% dela em sua composição. Ex: Merlot, Cabernet Sauvignon, Malbec, Syrah, Chardonnay, Pinot Noir, etc

Blend: Vinho composto por mais de um tipo de uva, ou seja, mistura as ditas cujas acima em proporções que variam de acordo com o resultado pretendido pela vinícola.


Entender o que diz no rótulo pode esclarecer muita coisa. Consegue achar o erro nessa foto?
Reserva/Milesime/Especial: Estas palavras escritas nos rótulos significam maior cuidado na elaboração do vinho e produção limitada. Certamente vinhos que foram produzidos com uma qualidade melhor que a habitual.

Barricas de Carvalho: Os vinhos envelhecidos em carvalho francês possuem toques de madeira mais suaves e os que passam por barricas americanas são mais agressivos."